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Dez dias, 500 mortes. Os números devastadores da ofensiva síria em Alepo

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BASSAM KHABIEH / REUTERS

Números do Observatório Sírio dos Direitos Humanos mostram uma realidade devastadora na principal frente da guerra civil síria. Entre as vítimas contam-se 23 crianças

O ataque lançado sobre a cidade de Alepo, na Síria, pelas forças do regime de Bashar Al-Assad (e a ajuda de alguns bombardeiros russos) contra os rebeldes já causou mais de 500 mortos, entre os quais dezenas de civis. Os números são do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) e refletem o cenário aterrador que se vive por estes dias na maior cidade da Síria.

Esta ONG estima que 506 pessoas tenham sido mortas dez dias depois do início do conflito, a 1 de fevereiro. “143 soldados do regime, 274 rebeldes e jiadistas e pelo menos 89 civis foram assassinados desde o início da ofensiva sobre Alepo”, afirma Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Do lado dos rebeldes contabilizam-se 105 jiadistas estrangeiros que combatiam contra as tropas de Assad. Entre as vítimas civis contam-se 23 crianças.

Os últimos dias têm trazido a devastação sobre a cidade. As forças de Assad tomaram controlo da cidade, nas mãos dos rebeldes há vários meses. O primeiro-ministro turco fala de uma “limpeza étnica” a decorrer na cidade neste momento, concertada entre sírios e russos para deixar na região apenas os apoiantes do regime.

O OSDH afirma ainda que mais de mil mortes civis foram causadas pelos ataques aéreos russos que começaram em setembro. No entanto, Moscovo desvaloriza os dados do Observatório, colando-o a supostos “interesses” do Ocidente.

As Nações Unidas estimam também que, desde o início da tomada de Alepo pelas tropas sírias, 31 mil pessoas já fugiram da cidade. Estes cidadãos sírios juntam-se agora ao número de refugiados que procuram atravessar a fronteira com a Turquia e chegar à Europa, naquela que já é a maior crise humanitária da 2ª Guerra Mundial.