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Internacional

China confirma primeiro caso de zika

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O vírus zika foi considerado pela OMS uma emergência de saúde global, no passado dia 1 de fevereiro

CARLOS JASSO / REUTERS

O homem infetado com o vírus tem 34 anos, viajou para a Venezuela e regressou à China através de Hong Kong, no final do mês de janeiro. As autoridades de saúde estão atentas a este caso e à possibilidade de surgirem outros, dado o volume de viagens entre a China e a América do Sul

A China confirmou ter um primeiro caso de vírus zika, num homem que esteve na América do Sul, segundo informação avançada esta quarta-feira pela agência de notícias Xinhua, citada pela Reuters.

O vírus foi detetado num homem de 34 anos, em Ganxian, uma zona na província de Jiangxi, de acordo com os dados da Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar da China. O homem viajou para a Venezuela e voltou para a China , já com alguns sintomas a 5 de fevereiro, através de Hong Kong e Shenzhen. Desde o dia 6 que está internado num hospital local, segundo a Xinhua.

As autoridades de saúde chinesas consideram que o risco de o vírus se espalhar no país é reduzido devido às temperaturas frias do inverno. Contudo, visto o homem ter passado por Hong Kong no seu regresso à China, as autoridades de saúde locais aumentaram os níveis de inspeção no aeroporto.

O receio é que, se o zika chegar a Hong Kong, se espalhe localmente, visto existirem na zona os mosquitos Aedes Albopictus, capazes de transmitir o vírus, segundo a Reuters. No entanto, até agora, nenhum caso foi reportado na região.

Zika, uma Emergência de Saúde Global

O vírus zika tem vindo a espalhar-se rapidamente em países da América do Sul e América Central, sendo o Brasil o país mais afetado. No dia 1 de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o zika como uma Emergência de Saúde Global.

As autoridades de saúde temem possíveis consequências devastadoras desta infeção, que tem sido associada ao nascimento de milhares de bebés com microcefalias.

A decisão da OMS significa que, em termos de preocupação, o zika é colocado na mesma categoria do ébola. Ou seja, é preciso canalizar rapidamente mais pesquisa e auxílio para combater o surto.

“Com o volume de viagens entre a China e a América do Sul, podem vir a existir casos de zika importados para a China”, afirmou Bernhard Schwartländer, representante da OMS para a China, num comunicado citado pela Reuters. “As autoridades de saúde chinesas estão bem preparadas para dar uma resposta a este e outros casos.”

[notícia atualizada às 15h19]