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A técnica de “hacking biológico” que nos pode salvar do jet lag

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GUENTER SCHIFFMANN

Já se sentiu irritado e desorientado depois de uma viagem longa? Especialistas de Stanford dizem que têm uma solução

Se já fez uma viagem de avião muito longa, atravessando vários fusos horários, é provável que já se tenha sentido cansado, irritável e desorientado à chegada. O fenómeno do jet lag não é novo - a novidade é que um grupo de investigadores da escola de medicina da Universidade de Stanford parece ter encontrado a solução para facilitar a adaptação dos viajantes, reporta a BBC.

Segundo a equipa liderada pelo investigador Jamie Zeitzer, a solução consiste em expor o viajante a uma luz pulsada (semelhante ao flash de uma câmara fotográfica, com clarões de dez em dez segundos) enquanto este estiver a dormir. A equipa liderada por este médico acredita que os raios de luz penetram através das pestanas e enviam sinais ao cérebro no sentido de este mudar o relógio biológico que regula o corpo humano.

O método foi testado em 39 voluntários, a quem foi pedido que dormissem sempre no mesmo horário durante duas semanas. Depois, os voluntários foram divididos em dois grupos: ambos dormiram no laboratório, mas durante uma hora o primeiro foi exposto a uma luz continuada e o segundo a uma luz pulsada.

Os resultados parecem confirmar que a exposição ao segundo tipo de luz é a melhor solução para acabar com a desorientação do corpo quando se vê num fuso horário diferente: na noite seguinte, o grupo que foi exposto aos clarões de luz adormeceu duas horas mais tarde que o habitual, enquanto o grupo que foi exposto à luz continada o fez apenas meia hora depois do horário normal.

O segredo está na forma como a luz é transmitida ao cérebro, que o convence de que o dia está a ser mais longo do que é habitual, fazendo com que a pessoa adormeça mais tarde - uma técnica que Jamie Zeitzer, citado pela BBC, descreve como uma espécie de "hacking biológico".