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Viúva do Daesh acusada pela morte de refém norte-americana

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"Se receberem esta carta significa que ainda estou presa, mas que os meus companheiros de cela foram libertados. Pedi-lhes para lhes enviarem esta carta. É difícil saber o que vos hei de dizer". escreve Kayla numa carta datada de 2 de novembro de 2014

MATT HINSHAW/EPA

Nisreen Assad Ibrahim Bahar, conhecida como Umm Sayyaf, de 25 anos, foi detida pelas autoridades iraquianas. EUA ainda não disseram se vão pedir a sua extradição

As autoridades norte-americanas confirmaram, esta manhã, que acusaram formalmente a viúva de um líder do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) pela morte de uma refém norte-americana no ano passado.

Kayla Mueller estava a trabalhar como voluntária em Alepo, na Síria, quando foi raptada em 2013 e, segundo o Departamento de Justiça norte-americano, foi a viúva de um dos líderes extremistas que a manteve cativa e permitiu que fosse violada repetidas vezes antes de ser morta pelo grupo jihadista em 2015.

Nisreen Assad Ibrahim Bahar, conhecida como Umm Sayyaf, tem 25 anos e está sob detenção das autoridades iraquianas desde que o seu marido, Abu Sayyaf, foi morto em Maio durante um raide das forças especiais norte-americanas ao complexo residencial onde viviam, na Síria. De acordo com fontes da secreta norte-americana no terreno, Sayyaf respondia diretamente ao líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, e seria o ministro de facto do petróleo e do gás nas regiões sob controlo dos jihadistas.

As autoridades norte-americanas ainda não fizeram saber se vão pedir ao Iraque que extraditem Nisreen Bahar, com Paul Abbate, diretor-adjunto do FBI, a dizer apenas: "Seremos sempre incansáveis nos nossos esforços para identificar, localizar e prender responsáveis por raptos e homicídios de cidadãos norte-americanos."