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Bloomberg quer ser Presidente “porque os americanos merecem melhor”

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"Um (candidato) vê as alterações climáticas como um problema urgente que ameaça o nosso planeta, o outro não vê", disse ontem Michael Bloomberg numa conferência de imprensa onde manifestou o seu apoio à reeleição de Barack Obama

Eduardo Munoz/Reuters

Multimilionário e ex-autarca de Nova Iorque confirma ao “Financial Times” que está a ponderar todas as opções para se candidatar à presidência dos EUA este ano. Esta terça-feira é dia de primárias no New Hampshire

Há menos de um mês, Michael Bloomberg já tinha declarado o que muitos dentro e fora dos Estados Unidos pensam e esta madrugada voltou a repeti-lo: a atual corrida às primárias de cada partido norte-americano para se escolher os dois candidatos que disputarão a Casa Branca em novembro "é um insulto aos eleitores". E é por essa razão que o ex-autarca de Nova Iorque continua a ponderar, cada vez mais seriamente, ser ele próprio candidato.

"Considero que o nível do discurso e a discussão são desesperadamente banais", declarou o multimilionário de 73 anos ao "Financial Times", um homem que, embora não tão conhecido como Donald Trump, reune apoios e popularidade suficiente entre eleitores dentro de grandes centros urbanos. "Isto é uma vergonha e um insulto aos eleitores", acrescentou.

Em janeiro, fontes ligadas ao magnata dos media tinham avançado ao "New York Times" que o ex-autarca se sentia incomodado com o aparente domínio da corrida republicana por Donald Trump e também preocupado com os avanços e pequenas vitórias conquistados por Bernie Sanders, o autodeclarado socialista, na primárias democratas.

Para ser candidato presidencial nesta fase do campeonato, Bloomberg precisa de se inscrever como independente nas listas eleitorais no início de março. Na entrevista de ontem ao FT, disse estar a considerar e a avaliar "todas as opções" para decidir se se candidata. Há quem considere que Bloomberg nunca irá avançar com uma candidatura independente e que isto é só uma repetição do passado.

A notícia de que o democrata tornado republicano poderá juntar-se à corrida como independente surgiu a poucas horas do início das primárias do New Hampshire — a segunda etapa das votações internas dos partidos democrata e republicano antes das convenções nacionais de julho, que tem lugar hoje no pequeno estado swing.