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Detidos presumíveis membros do Estado Islâmico que preparavam atentados na Rússia

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MAXIM SHIPENKOV / EPA

Sete alegados membros do grupo radical Estado Islâmico foram detidos no passado domingo pelos serviços de segurança russos. Eram suspeitos de preparar atentados em Moscovo e São Petersburgo

Os serviços de informação russos anunciaram a detenção de sete pessoas que no passado domingo, presumem as autoridades, fazem parte do grupo radical Estado Islâmico. Os indivíduos detidos em Iekaterinburg, cidade próxima dos montes Urais, são suspeitos de prepararem atentados em Moscovo e São Petersburgo.

Um comunicado das autoridades russas revela que nas habitações dos detidos foram descobertos "um laboratório de fabrico de engenhos explosivos, explosivos, detonadores, armas de fogo, granadas e literatura extremista".

Segundo a mesma fonte, os líderes daquela célula chegaram ao território russo vindos da Turquia e previam partir para a Síria após a realização dos atentados.
Cerca de 2.900 russos, na maioria originários das repúblicas do Cáucaso, combatem nas fileiras do EI na Síria e no Iraque, segundo os serviços secretos russos.

De acordo com o instituto que fornece informações sobre segurança estratégica Soufan Group, o número de combatentes originários da Ásia central também aumentou significativamente em 2015, mais de 2.300 deslocaram-se para a Síria ou Iraque.

Desde 30 de setembro que a Rússia, aliada do regime sírio, realiza quase diariamente bombardeamentos aéreos na Síria, visando o Estado Islâmico e os alvos "terroristas".

A organização terrorista, junto com a Frente al-Nusra - o braço sírio da Al-Qaida - apelaram aos seus partidários para tomarem como alvo a população russa. A 31 de outubro, um avião comercial russo foi alvo de um atentado no Sinai egípcio, reivindicado pelo EI, que causou a morte de 224 pessoas.