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Contra “drones criminosos“, Reino Unido quer recorrer a águias

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Polícia Metropolitana britânica vai seguir exemplo da Holanda e treinar águias para verem presas em aviões não-tripulados de origem desconhecida

"Tal como seria de esperar de uma organização em transformação, estamos interessados em todas as ideias inovadoras e vamos, naturalmente, dar atenção ao trabalho da polícia holandesa com recurso a águias."

Assim declarou um porta-voz da Polícia Metropolitana britânica esta segunda-feira quando questionado pela BBC sobre os recentes esforços dos Países Baixos para combaterem ações criminosas com recurso a drones — e que esforços planeiam as autoridades do Reino Unido encetar para se prepararem para essa eventualidade.

Não será tanto uma eventualidade, considerando que até já aconteceu — por exemplo em novembro passado, quando guardas de uma prisão de Manchester detetaram e bloquearam um drone usado para contrabandear droga, telemóveis e cartões SIM para o interior do estabelecimento prisional.

De acordo com o Ministério da Justiça britânico, pelo menos nove drones tentaram infiltrar prisões do Reino Unido nos primeiros cinco meses de 2015. A isso acrescem os avisos deixados nos últimos meses por think tanks sobre a possibilidade de grupos terroristas como o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) virem a recorrer a este tipo de aviões não-tripulados.

Há uma semana, a Holanda anunciou que vai recorrer a aves predadoras como as águias para combater atividades criminosas com recurso a drones. Se forem treinadas para esse fim, as águias podem ver nos aviões presas, caçando-os no ar.