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Com 45 mil pessoas presas na fronteira, Merkel vai à Turquia

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A fronteira turca continua fechada

Chris McGrath/Getty

Chanceler alemã estará hoje em Ancara para acelerar aplicação de agenda comum de resposta à crise dos refugiados, dias depois de as autoridades turcas encerrarem passagem de Kilis

Já há mais de 45 mil pessoas presas na fronteira sírio-turca após nova fuga em massa de Alepo, uma das cidades mais castigadas pela guerra civil síria e pelos recentes bombardeamentos contra bastiões do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). E dias depois de a Turquia ter encerrado a fronteira de Kilis, impedindo a passagem destas pessoas, Angela Merkel desloca-se hoje à capital turca para acelerar a implementação de uma agenda comum que dê respostas efetivas à crise de refugiados.

Merkel, cujo país albergou mais de um milhão de pessoas no último ano, vai encontrar-se em Ancara com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e com o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, para discutir formas de acelerar a aplicação do plano de ação UE-Turquia — um que foi concluído no final de 2015 e sob o qual a União Europeia se compromete a dar três mil milhões de euros em assistência aos 2,5 milhões de refugiados sírios que, neste momento, vivem deslocados em território turco.

Em troca dessa ajuda, Ancara comprometeu-se a aumentar os controlos da fronteira marítima com a Grécia, um dos principais pontos de entrada para as pessoas que buscam refúgio na Europa, bem como a apostar na educação dos menores de idade e na inserção social e laboral dos refugiados adultos.

Neste momento, o número de refugiados presos na fronteira que liga Alepo, na Síria, à cidade turca de Kilis está a aumentar, apesar de essa rota permanecer encerrada. A Turquia, que na semana passada avisou que eram esperadas mais 70 mil chegadas à sua fronteira por causa dos combates em Alepo, já acusou a Rússia de criar uma nova vaga de refugiados. Moscovo, que tem estado a apoiar as forças do regime aliado sírio de Bashar al-Assad, continua a defender que apenas ataca alvos do Daesh.