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Antissemitismo afugenta de França número recorde de judeus

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Os judeus, cujas relações se deterioraram nas últimas semanas com os muçulmanos, denunciam um antissemitismo “intolerável” e em constante aumento (incluindo insultos e profanações de cemitérios) - e pedem proteção

KENZO TRIBOUILLARD/AFP/Getty Images

Durante o ano passado, mais de 8 mil pessoas deixaram o país europeu rumo a Israel

A escalada do antissemitismo na Europa e as crescentes ameaças terroristas ao continente estão a levar a que um número recorde de judeus abandonem países como França rumo a Israel a um ritmo sem precedentes.

No ano passado, foram mais de 8 mil pessoas a abandonarem o país, um número bastante elevado quando comparado com anos anteriores e com outros países da região, embora consistente com a maior movimentação em massa de judeus desde a criação do Estado de Israel em 1948.

De acordo com um estudo da União Europeia datado de 2013, 74% dos judeus franceses têm tanto medo de assumirem a sua religião e de serem atacados por causa dela que até têm tomado medidas para ocultarem as suas crenças e para não serem reconhecidos como judeus.

A juntar ao antissemitismo crescente na Europa, no âmbito de uma crescente intolerância religiosa generalizada, também os ataques do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) têm contribuído para a fuga em massa de judeus de França. Como termo de comparação, 1,9 mil judeus abandonaram França em 2011 contra as 8 mil pessoas que saíram do país rumo a Israel no último ano.

Só em Marselha, exemplifica hoje o jornal brasileiro Globo, houve pelo menos três ataques a faca contra cidadãos judeus dessa cidade do sul de França desde outubro. Em janeiro de 2015, quatro judeus foram mortos num ataque a um supermercado kosher em Paris, no mesmo dia em que os irmãos Kouachi levaram a cabo o massacre na redação do semanário satírico "Charlie Hebdo" na capital francesa.