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Coreia do Norte. Comunidade internacional apela a “reação rápida e severa”

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe (na imagem), considerou o lançamento do foguetão"absolutamente intolerável".

TORU HANAI/REUTERS

Comunidade internacional teme que se tenha tratado de um teste de mísseis balísticos e não do lançamento de um satélite de observação da Terra, como garantiu Pyongyang. Estima-se que o foguetão possa ter um alcance de mais de 10 mil quilómetros, uma distância superior à que separa a península coreana do território continental dos Estados Unidos da América

O lançamento, na madrugada deste domingo, de um foguetão de longo alcance na Coreia do Norte, está a ser duramente criticado pela comunidade internacional, que suspeita ter-se tratado de um teste de mísseis balísticos e não do lançamento de um satélite de observação da Terra, como garantiu Pyongyang.

A União Europeia classificou o ato da Coreia do Norte como "mais uma grave e flagrante violação" das obrigações do regime norte-coreano e instou-o a dialogar com a comunidade internacional. "Estas ações representam uma ameaça direta à paz internacional e à segurança na região e agravam ainda mais as tensões na península coreana para detrimento de todos", afirmou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, num comunicado citado pela Lusa.

Londres apelou a "uma resposta robusta" caso Pyongyang volte a violar as resoluções das Nações Unidas que impedem o regime de testar qualquer tipo de tecnologia balística ou nuclear. Também Paris apelou a "uma reação rápida e severa da comunidade internacional no Conselho de Segurança" ao que considera ter-se tratado de uma "provocação sem sentido". O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de emergência ainda este domingo, em Nova Iorque, a pedido dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, segundo a agência France Press, que cita fontes anónimas.

Também Moscovo, um dos poucos aliados do regime norte-coreano, condenou o lançamento do foguetão, considerando-o "muito prejudicial para a segurança regional", incluindo a de Pyongyang. Em comunicado citado pela Lusa, o ministério dos Negócios Estrangeiros recomenda aos dirigentes norte-coreanos "para se questionarem se a política que consiste em opor-se à comunidade internacional interessa ao país". Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul também condenaram a ação do regime norte-coreano, que se prepara para receber novas sanções - anunciadas como as mais duras até à data - pelo lançamento da alegada bomba de hidrogénio no início de janeiro. A China, principal aliado de Pyongyang, reagiu com mais cautela, lamentando a iniciativa e apelando à calma para evitar uma escalada de tensão.

Peritos da Coreia do Sul estimam que o foguetão possa ter um alcance de mais de 10 mil quilómetros, uma distância superior à que separa a península coreana do território continental dos Estados Unidos da América. Entretanto, a Coreia do Sul e os Estados Unidos decidiram abrir conversações formais com vista à instalação de um sistema antimísseis norte-americano na península coreana, a que a China se opõe, anunciou este domingo o Governo de Seul.