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Polícia chinesa admite ter sob custódia três livreiros de Hong Kong

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PHILIPPE LOPEZ/Getty Images

BBC entrevista escritor chinês a viver nos EUA que é coautor de livro provocador sobre o Presidente Xi Jinping

A polícia da província chinesa de Guangdong confirmou, pela primeira vez em várias semanas, que três dos cinco livreiros de Hong Kong que desapareceram em outubro estão sob sua custódia e a ser investigados na China continental.

Citadas pelo "South China Morning Post", as autoridades de Guangdong disseram ainda à polícia de Hong Kong que o dono da livraria Causeway Bay Books, Lee Bo, que também esteve desaparecido e se encontra igualmente na China, não quis encontrar-se com a polícia da antiga colónia britânica.

Os cinco livreiros de Hong Kong desaparecidos estão todos eles ligados à Causeway Bay Books, conhecida por vender livros críticos do regime chinês. A editora estaria a planear acrescentar ao catálogo "Xi Jinping e seus amantes", um livro inicialmente publicado na internet, da coautoria de um chinês a viver nos Estados Unidos, que assina os seus trabalhos com o pseudónimo Xi Nuo e que falou com a BBC na madrugada desta sexta-feira.

Muitos analistas acreditam que o facto de a Causeway Bay Books planear publicar o livro incómodo para o Presidente chinês esteve na base dos desaparecimentos. A suspeita de que dois desses cinco homens foram levados de Hong Kong para a China continental geraram controvérsia. Pequim desmente qualquer processo extrajudicial ilegal e garante que os homens viajaram até à China "de livre vontade".

  • “Libertem os livreiros de Hong Kong agora!”

    Milhares de manifestantes reuniram-se este domingo em Hong Kong em nome da libertação de cinco livreiros que desapareceram misteriosamente desde outubro. A população suspeita que foram detidos pelas autoridades chinesas por causa da venda de livros críticos do regime. “Eles devem-nos uma resposta”, atirou um dos organizadores do protesto

  • O mistério dos cinco livreiros desaparecidos

    Lee Bo é apenas o mais recente dos desaparecimentos em Hong Kong ligados à editora Mighty Current, conhecida por disponibilizar livros proibidos na China. De outubro até agora, são cinco as pessoas em parte incerta e nem uma suposta carta de Lee Bo afasta a suspeita de todos terem sido sequestrados pela polícia chinesa