Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Merkel elogia Passos no dia em que se reuniu com Costa. “Foram feitas coisas impressionantes”

  • 333

Bernd von Jutrczenka / Reuters

Chanceler alemã diz que Portugal viveu “tempos difíceis” nos últimos anos, mas realça que foram conquistadas “coisas impressionantes” durante o processo de ajustamento

No final do encontro com António Costa, em Berlim, a chanceler alemã garantiu que a cooperação com Portugal irá manter-se, mostrando-se otimista quanto aos progressos do país e ao quadro orçamental apresentado a Bruxelas.

“A comissão está a avaliar o Orçamento. É precisamente nesta altura que vai emitir a sua opinião. Penso que é muito importante que Portugal enverede por um caminho de mais crescimento e e de mais emprego. É fundamental continuar esse caminho positivo.”

Angela Merkel reconheceu que Portugal viveu “tempos difíceis” nos últimos anos, mas sublinha que foram conquistados importantes progressos durante o processo de ajustamento, elogiando Passos Coelho. “O antecessor de António Costa conduziu Portugal por um período bastante conturbado, não foi fácil, mas na verdade foram conseguidas coisas impressionantes e deve-se fazer tudo para continuar este caminho bem-sucedido.”

Lembrando que todos os Estados-membros se comprometem a respeitar o Pacto de Estabilidade e de Crescimento, Merkel defendeu que é possível melhorar a coesão se todos cumprirem o que foi acordado. Merkel salientou ainda a importância da visão comum relativamente à União Europeia, dando como exemplo a resposta à crise dos refugiados. “Embora tenha havido tempos difíceis, os últimos tempos não foram fáceis para as pessoas em Portugal, foram bem-sucedidos. Registamos com agrado também que as pessoas em Portugal têm uma visão positiva em relação à União Europeia e esperamos que assim continue.”

A chanceler alemã sustentou que é fundamental “fazer tudo para um maior controlo das fronteiras externas e melhorar as condições nos países de origem dos refugiados”, além de respeitar o acordo com a Turquia. “Temos uma responsabilidade humanitária e um plano bem concreto - ontem houve uma importante conferência em Londres. Temos que melhorar as condições nos países de origem (Turquia, Síria, Líbano); em segundo lugar, é importante que o compromisso da União Europeia seja posto em prática, para que a situação das pessoas na Turquia também melhore”, referiu.

“Queremos assegurar que as pessoas não sejam forçadas a emigrar ilegalmente”, conclui.