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John Kerry acusa a Rússia de estar a bombardear mulheres e crianças na Síria

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GARY CAMERON/REUTERS

Secretário de Estado norte-americano fala num “grande número” de mortes, no mesmo dia em que se agravou a situação em Alepo, com milhares em fuga fruto das ofensivas das forças de Bashar al-Assad

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, acusou esta sexta-feira a Rússia de estar a bombardear mulheres e crianças, “em grande número”, na Síria.

A declaração acontece um dia depois de Kerry ter conversado com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, pedindo-lhe que a Rússia ponha fim aos bombardeamentos e recordando que já existe uma resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo um cessar-fogo imediato na Síria.

Esta sexta-feira, cerca de 20.000 sírios em fuga da ofensiva das forças de Bashar al-Assad na província de Alepo ficaram bloqueados do lado sírio da fronteira turca, agravando o drama humanitário de um conflito que se prolonga há cinco anos.

O Exército de Damasco, apoiado por 'raides' aéreos russos - cerca de mil desde o início da ofensiva na segunda-feira -, retomou aos rebeldes duas novas localidades, Rityane e Mayer, e apertou o cerco em torno da cidade de Alepo, norte do país.

No sul, e também apoiada por incursões aéreas russas, e ainda do Hezbollah libanês, as forças governamentais sírias também se apoderaram da localidade estratégica de Atmane, na província de Deraa.

Na sequência dos últimos sucessos do regime, os rebeldes encontram-se na sua pior situação desde o início do conflito. A província de Alepo tem sido um dos principais bastiões da rebelião, num país dividido entre regime, rebeldes e 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI).

“Os rebeldes batem em retirada por todo o lado, não existe uma frente significativa onde não estejam em retirada”, assinalou Emile Hokayem, do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS), citada pela agência noticiosa France Presse.

No atual cenário, a situação humanitária, que já era catastrófica, acabou por se agravar. Na província de Alepo, calcula-se que 40.000 habitantes tenham optado por fugir em direção à fronteira turca na sequência da ofensiva militar do regime.