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Costa: “Não vim incomodar a sra. Merkel com o OE português, ela tem o dela para se preocupar”

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Bernd von Jutrczenka / Reuters

Após o primeiro encontro bilateral com a chanceler alemã, o primeiro-ministro disse que aguarda com “tranquilidade” a apreciação de Bruxelas relativamente à proposta de Orçamento para este ano

António Costa reafirmou esta sexta-feira de manhã, em Berlim, que o Orçamento do Estado para este ano é “responsável”, manifestando-se confiante quanto à aprovação do documento por parte de Bruxelas. Confrontado sobre a posição da Alemanha relativamente ao quadro orçamental português, Costa recusou ter manifestado a Merkel preocupações relativas ao documento. “Não vim incomodar a sra. Merkel com o Orçamento português. Não será a srª Merkel a preocupar-se, ela já terá certamente o seu para se preocupar”, declarou.

Costa frisou que Portugal concluiu um processo de ajustamento “exigente”, sendo vital ultrapassar agora os bloqueios da competitividade com vista à criação de emprego e à redução do défice e da dívida, um objetivo partilhado pela Alemanha. “O orçamento que apresentámos é responsável e cria condições para o crescimento, emprego e maior proteção social, assim como o controle das finanças e da dívida pública”, declarou o primeiro-ministro numa conferência de imprensa conjunta após um encontro bilateral com Angela Merkel.

Segundo o governante, há que aguardar com “tranquilidade” e sem “ansiedade” a apreciação do orçamento, sublinhando que nos últimos dias as discussões entre os técnicos das Finanças e os de Bruxelas permitiram “esclarecer muitas dúvidas técnicas e aproximar pontos de vista”.

“Nós temos uma política económica que se contém dentro das regras da União Europeia e estou confiante de que a posição da Comissão o dirá dentro em breve”, insistiu.

Relativamente à crise dos refugiados, o primeiro-ministro diz que teve oportunidade de manifestar a vontade de Portugal continuar a fazer parte da resolução do problema - não só com base no compromisso assumido no âmbito do quadro europeu, como na disponibilidade para ajudar os países que estão a enfrentar maior pressão de refugiados. “Para Portugal, a crise dos refugiados não é um problema de alguns países, mas um problema comum a todos os países da União Europeia.”

António Costa alertou ainda para a necessidade de se garantir um maior controlo das fronteiras externas, assim como criar condições nos países de origem dos refugiados.