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Se ONU não lhe der razão, Assange promete render-se à polícia

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Na carta enviada a Hollande, Assange escreve que vive há três anos numa embaixada modesta (do Equador, instalada num apartamento em Londres) e sem grandes meios logísticos, que reside em 5,5 metros quadrados “sem vida familiar nem íntima”

FACUNDO ARRIZABALAGA /EPA

A garantia é do próprio fundador da WikiLeaks, que vive há mais de três anos refugiado na embaixada do Equador em Londres e que esta sexta-feira saberá se tem o apoio das Nações Unidas no combate à extradição para a Suécia

Julian Assange garantiu esta quinta-feira que vai entregar-se às autoridades britânicas esta sexta-feira se o grupo de trabalho da ONU que analisa detenções arbitrárias decidir contra a sua vontade.

A viver há mais de três anos na embaixada do Equador em Londres, para combater a ordem de extradição da Suécia com base em acusações de violação, o australiano que fundou a WikiLeaks garantiu esta manhã que se as Nações Unidas não lhe derem razão vai desistir de fugir e de se esconder.

"Se a ONU anunciar amanhã [sexta-feira] que eu perdi o caso contra o Reino Unido e a Suécia, sairei pelo meu próprio pé da embaixada ao meio-dia para ser detido pela polícia britânica, por não haver qualquer perspetiva relevante de mais recursos", disse em comunicado. "Contudo", acrescentou o delator, "se me for dada razão e for concluído que os atores estatais agiram de forma ilegal, espero a devolução imediata do meu passaporte e o fim das tentativas de me prenderem".

A pedido de Assange e da sua equipa de defesa, o grupo de trabalho da ONU para detenções arbitrárias está desde setembro de 2014 a deliberar sobre o processo Assange e anuncia esta sexta-feira as suas conclusões. O fundador da WikiLeaks continua a refutar a acusação de violação que pende sobre si na Suécia, dizendo acreditar que o caso serve apenas para garantir a sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de traição por ter divulgado documentos confidenciais da diplomacia e das forças armadas norte-americanas.