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Savimbi no “Call of Duty”. Julgamento já decorre em França

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Captura de ecrã

Em causa está a utilização da imagem do antigo líder da UNITA e opositor do regime angolano, por parte de um produtor de jogos de vídeo, onde Savimbi é retratado como “um grande imbecil que quer matar toda a gente”

As autoridades judiciais francesas decidiram dar razão aos filhos de Jonas Savimbi e avançar com um processo criminal contra a Activision, uma produtora e distribuidora norte-americana de videojogos, acusada de ter utilizado de forma "irresponsável" a imagem do rebelde angolano na última edição de "Call of Duty" .

O julgamento dos responsáveis da empresa começou esta quarta-feira em Nanterre, com base na acusação interposta pela família de Savimbi, que vive em França, e que exige uma indemnização de um milhão de euros pela representação do opositor ao regime angolano como "um selvagem". É o primeiro julgamento desta natureza a ter lugar em França.

Na última edição de "Call of Duty", intitulada "Black Ops II", Savimbi é retratado como "um grande imbecil que quer matar toda a gente", nas palavras da advogada da família, Carole Enfert, quando "na verdade", ressalva, "era um líder político e estratega". Savimbi foi o fundador e líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), um movimento que surgiu em 1966 pela mão de dissidentes do FNLA e do governo de resistência de Angola no exílio, do qual Savimbi era ministro dos Negócios Estrangeiros.

O opositor ao regime do MPLA de José Eduardo dos Santos, que foi aliado dos EUA durante a Guerra Fria, foi morto numa operação das autoridades angolanas em 2002.