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Reino Unido duplica ajuda financeira aos refugiados sírios até 2020

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ALKIS KONSTANTINIDIS/REUTERS

David ameron prepara-se para fazer o anúncio na Conferência Internacional de Dadores, que esta tarde reúne em Londres 70 líderes mundiais, incluindo Angela Merkel e John Kerry

Cerca de 70 líderes mundiais vão estar esta tarde reunidos em Londres para tentarem angariar milhares de milhões de euros para os refugiados sírios, prevendo-se que o governo britânico, anfitrião desta conferência internacional, anuncie que pretende duplicar até 2020 o apoio financeiro à população afetada pela guerra civil de cinco anos.

Entre os presentes contam-se Angela Merkel, chanceler da Alemanha, John Kerry, secretário de Estado norte-americano, e Mohammad Javad Zarif, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros. David Cameron, o chefe do executivo britânico, avisou antes do encontro que é necessário que a comunidade internacional condense muito mais dinheiro do que aquele que, em 2015, foi angariado para tentar aliviar as duras condições dos milhões de sírios em fuga do seu país.

"São necessários fundos suficientes que garantam as condições básicas de vida a estes refugiados, é o mínimo que é esperado de nós", escreve Cameron no "The Guardian". Os organizadores da conferência, aponta o diário britânico, querem que a ajuda seja investida em comida e oportunidades de trabalho e de educação para os sírios que estão refugiados no Líbano, na Turquia e na Jordânia — uma tentativa do governo britânico em tirar a Europa da rota dos refugiados. O mesmo diário apontava esta quarta-feira que a ajuda financeira por si só não vai resolver o problema.

A conferência internacional de dadores que acontece esta tarde na capital londrina surge um dia depois de o enviado especial das Nações Unidas para a Síria ter suspendido as conversações de paz até ao final do mês, dizendo que não se pode continuar a "falar por falar". Essas conversações envolvem representantes dos Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Qatar, Líbano, França, Grã-Bretanha e Irão, não integrando nem representantes do regime de Bashar al-Assad nem membros de grupos da oposição dita moderada da Síria. Desde o início da guerra civil no país, em março de 2011, mais de 55 mil pessoas já morreram e milhões viram-se forçadas a fugir do país.