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Greve geral. Esta quinta-feira nem jornais há nas bancas gregas

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Alexandros Avramidis/Reuters

Paralisação geral foi convocada para esta quinta-feira na Grécia em protesto contra os cortes nas pensões previstos no terceiro “resgate” ao país. Jornalistas anteciparam protesto e abandonaram redações na quarta-feira

Na terça-feira foi o sector dos transportes que cumpriu uma paralisação parcial. No dia seguinte, foram jornalistas de televisões, rádio e imprensa que não trabalharam em protesto. E esta quinta-feira, numa Grécia com poucos ou nenhuns jornais em banca, é dia de greve geral no país mais atingido pelas medidas de austeridade impostas pela troika.

A paralisação foi convocada pela Confederação geral dos trabalhadores da Grécia (GSEE, sector privado) e pela União dos funcionários (ADEDY, sector público). As duas centrais sindicais exigem a retirada de um projeto de reforma exigido pela Comissão Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, que prevê um aumento das contribuições e mais cortes nas pensões.

Prevê-se que a greve geral desta quinta-feira possa afetar 16 voos domésticos e interromper as ligações marítimas entre as ilhas e a Grécia continental. Escolas, hospitais e a administração pública estarão a funcionar apenas parcialmente. Profissionais liberais, médicos, advogados, notários e engenheiros civis também foram convidados a participar na greve. Desde segunda-feira, os agricultores já estão a levar a cabo ações de protesto na rua, tendo nesse dia bloqueado os principais postos fronteiriços com a Bulgária e a Turquia. A partir do final desta manhã, haverá manifestações no centro de Atenas.

Está previsto que o projeto de reforma negociado entre o governo de Alexis Tsipras e os credores seja votado em meados de fevereiro no Parlamento grego, onde a coligação do partido de esquerda Syriza e dos nacionalistas Gregos Independentes tem uma maioria pouco confortável de 153 em 300 deputados.