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Coreia do Norte desloca plataforma de lançamento de mísseis balísticos

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Fotografia divulgada em dezembro de 2012 mostra o lançamento de um satélite a partir da estação de lançamento de Sohae, perto da fronteira com a China.

YONHAP NEWS AGENCY/EPA

A plataforma coreana de lançamento móvel, que transporta um sistema de propulsão de mísseis balísticos, foi deslocada ao longo da costa este da Coreia do Norte. Foram também detetadas novas movimentações na estação de lançamento de Sohae, onde é esperado o lançamento de um míssil de longo alcance esta semana

Helena Bento

Jornalista

A NHK, televisão pública japonesa, noticiou esta quinta-feira que a plataforma coreana de lançamento móvel, transportando um sistema de propulsão de mísseis balísticos, foi deslocada ao longo da costa este da Coreia do Norte. Na parte ocidental do país foram também detetadas novas movimentações na estação de lançamento de Sohae, perto da fronteira com a China, onde é esperado o lançamento de um míssil de longo alcance esta semana.

Segundo o canal televisivo japonês, a plataforma móvel coreana foi concebida para estar em locais como instalações subterrâneas, por isso o facto de ter sido deslocada não passou despercebido. A NHK noticiou também dois lançamentos de mísseis do tipo Nodong, em março de 2014, que caíram no mar do Japão, conforme tinha sido revelado na altura pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul. Estes mísseis são de médio alcance e podem atingir alvos a mil e a 1500 quilómetros de distância.

Na quinta-feira, 28 de janeiro, fontes oficiais do Governo japonês afirmaram ter provas de que estará iminente um teste norte-coreano na base de Sohae, embora não se saiba ao certo de que tipo de ensaio se trata, podendo tratar-se de um satélite, um veículo espacial ou até, na pior das hipóteses, um míssil. Imagens de satélite mostram que tem havido agitação no local - desenvolvido para armazenar mísseis de maior alcance - embora tudo indique que os preparativos, quaisquer que eles sejam, se encontrem ainda numa fase inicial.

A Coreia do Norte está impedida de testar qualquer tipo de tecnologia balística ou nuclear, mas ao longo dos anos tem vindo a infringir sucessivamente as regras. Foi precisamente isso que fez em janeiro, com o alegado lançamento da bomba de hidrogénio, que vai custar-lhe novas sanções das Nações Unidas, conforme foi anunciado recentemente. A bomba de hidrogénio, também designada “Bomba H” ou “Bomba termonuclear”, tem um poder destrutivo superior às bombas atómicas lançadas em agosto de 1945 pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagasaki.