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Internacional

Tribunal egípcio anula condenações à morte de 149 pró-islamitas

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Adam Berry/Getty

A AFP cita fonte próxima do processo, iniciado após a deposição do Presidente islamita Mohammed Mursi em 2013

Um tribunal de recursos egípcio decidiu anular as condenações à morte impostas a 149 pró-islamitas, acusados de matarem 13 agentes da polícia durante uma manifestação de apoio à Irmandade Muçulmana em agosto de 2013.

Nesse ano, o primeiro Presidente eleito livremente no Egito em décadas, o islamita Mohammed Mursi, foi deposto pelo exército. Desde então, centenas de pessoas foram detidas e julgadas em tribunais nacionais por alegado apoio ao grupo islamita, ilegalizado durante todo o poderio de Hosni Mubarak, que foi deposto na chamada Primavera Árabe em 2011 depois de 30 anos no poder.

Segundo fonte próxima do processo, que falou em anonimato à AFP, o caso em questão remonta a 14 de agosto de 2013, quando confrontos entre manifestantes que apoiavam Mursi e a polícia provocaram dezenas de mortes, incluindo civis e 13 agentes da autoridade. O tribunal de recursos da capital ordenou esta quarta-feira que os 149 suspeitos sejam novamente julgados.