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Piloto diz que explosão em avião de companhia somali deveu-se a uma bomba

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As autoridades ainda estão a investigar e asseguraram que a causa do incidente ainda não foi determinada. O avião aterrou de emergência em Mogadíscio na terça-feira e a bordo estava 74 passageiros

A explosão que abriu um buraco na fuselagem de um avião comercial somali obrigando-o a aterrar de emergência em Mogadíscio na terça-feira foi potencialmente causada por uma bomba a bordo, segundo declarações do piloto divulgadas esta quarta-feira.

O avião, da empresa somali Daallo Airlines e que se dirigia a Djibouti com 74 passageiros, aterrou de emergência alguns minutos após a descolagem do aeroporto de Mogadíscio com um buraco na fuselagem. Dois passageiros ficaram ligeiramente feridos, de acordo com a polícia.

O piloto do Airbus 321, Vladimir Vodopivec, um sérvio de 64 anos, disse a um amigo que, na sua opinião, a explosão que danificou a fuselagem do interior da cabine para o exterior foi causada por uma "bomba", segundo declarações divulgadas pelo diário sérvio Blic.

Imagens do avião mostram um buraco com cerca de um metro de diâmetro acima dos motores situados sob a asa direita.

Vodopivec disse ainda que a explosão não danificou o sistema de navegação e que, apesar da perda de pressurização da cabine, conseguiu aterrar o avião.

Mohamed Ise, da polícia somali, referiu esta quarta-feira que a causa da explosão no avião ainda não foi determinada e que está em curso um inquérito.

O aeroporto de Mogadíscio tornou-se uma "fortaleza" após a instalação ao lado da principal base da força da União Africana na Somália (AMISON), com 22.000 efetivos e que ajuda o frágil governo somali a combater os islamitas radicais 'shebab'.

Os 'shebab' não fizeram até agora qualquer reivindicação relativa ao incidente com o avião.