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Internacional

ONU poderá ordenar libertação de Assange esta sexta-feira

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JUSTIN TALLIS / AFP / Getty Images

Fundador da WikiLeaks está há mais de três anos a viver na embaixada do Equador em Londres, em luta contra a ordem de extradição sueca

O grupo de trabalho da ONU que analisa detenções arbitrárias prepara-se para anunciar na próxima sexta-feira a sua decisão sobre o processo de Julian Assange. O australiano que fundou a organização delatora WikiLeaks vive há mais de três anos na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde é acusado de violação.

O pedido apresentado por Assange ao organismo da ONU, em setembro de 2014, poderá levar as Nações Unidas a ditar a sua libertação imediata já esta semana, avança a WikiLeaks.

Assange enfrentava outras duas acusações de crimes sexuais na Suécia, mas ambas prescreveram em agosto de 2015, mantendo-se apenas a acusação de violação que expira legalmente em 2020.

O fundador da WikiLeaks mantém desde sempre que os processos judiciais suecos servem o mero propósito de ser extraditado do país nórdico para os Estados Unidos, onde foi lançada uma investigação criminal por ter divulgado documentos confidenciais da diplomacia e forças armadas norte-americanas em 2010.

Fundada em 2006, a WikiLeaks tornou-se inimiga número 1 da administração norte-americana ao tornar públicos abusos cometidos pelos EUA nos teatros de guerra do Iraque e do Afeganistão e pormenores do controverso Tratado de Parceria Transpacífico (TPP).