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Expresso

Internacional

Estados-membros da UE vão poder vetar decisões centrais

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ANDY RAIN / POOL

Negociações de reformas do bloco forçadas pelo primeiro-ministro britânico vão introduzir novo sistema, garantem fontes de Downing Street

Joana Azevedo Viana

Fontes do governo britânico de David Cameron garantem que Donald Tusk cedeu em pelo menos uma das exigências do primeiro-ministro britânico, estando prestes a anunciar que os parlamentos nacionais dos 28 estados-membros da União Europeia vão passar a ter poder de veto sobre algumas decisões da Comissão Europeia.

A notícia é avançada pela BBC um dia depois de retomadas as negociações entre Cameron e Tusk, o presidente do Conselho Europeu, que nos últimos dias têm estado reunidos para negociar um pacote de reformas que o político britânico quer ver aplicadas antes de referendar a permanência do Reino Unido no grupo.

Para que o "cartão vermelho" possa ser mostrado, será necessário que 55% dos parlamentos nacionais dos 28 se unam contra determinada decisão central do executivo europeu. É esperado que a medida esteja incluída no rascunho de reformas que Cameron e Tusk se preparam para apresentar nos próximos dias.

A campanha "Vote Leave", que defende a saída do Reino Unido da União Europeia, já fez saber que considera a proposta "trivial" e pouco relevante para convencer os britânicos. As fontes consultadas pela BBC garantem que Cameron alcançou um "compromisso de manifesto" para assegurar um "acordo explícito" — um que permitirá o veto de medidas e leis europeias até 12 semanas após serem propostas.