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Balões com papel higiénico usado: a nova “arma” da Coreia do Norte contra o Sul

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O líder da Coreia do Norte despoletou fortes críticas internacionais despois de anunciar a realização de um teste nuclear com uma bomba de hidrogénio

KCNA KCNA / Reuters

Depois dos sul-coreanos lançarem mensagens para dentro do regime de Kim Jong-Un, a Coreia do Norte responde com balões cheios de lixo, prontos a explodir. Na fronteira entre os dois países, a guerra de propaganda é intensa

Numa guerra de vizinhos em que já nada surpreende, a Coreia do Norte acaba de revelar a mais recente “arma” no seu arsenal. Ao longo da fronteira que um dia foi definida pelo “paralelo 38”, a Coreia do Norte tem lançado vários balões contendo vários tipos de lixo, feitos para explodir em plena Coreia do Sul.

Depois dos vizinhos do Sul contestarem os recentes testes nucleares e militares levados a cabo, os norte-coreanos elevam a parada. Armados com um temporizador e pequenos explosivos, os balões recebidos pela Coreia do Sul trazem consigo uma “chuva” de papel higiénico usado, lenços de papel, beatas de cigarros e, no meio, muitos panfletos que incentivam o culto a Kim Jong-Un.

Os dois países travam uma longa batalha de propaganda nas fronteiras. Em nome de uma rivalidade antiga, a Coreia do Sul lançou vários balões de protesto e ligou altifalantes que transmitem gravações de propaganda contra o regime repressivo de Kim Jong-Un. A resposta de Pyongyang não se fez esperar.

Segundo várias fontes, as autoridades do país temeram que a resposta viesse sob a forma de um ataque bioquímico, hipótese que os balões vêm desmentir. O governo sul-coreano já classificou o ato do Norte como “imaturo”.

Este é apenas mais um dos muitos casos insólitos da Coreia do Norte, o país na vanguarda da corrupção onde o calendário começa em 1912 – ou seja, para os norte-coreanos, estamos no ano de 105 –, foi inventada uma bebida alcoólica que não causa ressaca e apenas 28 tipos de cortes de cabelo são autorizados pelo regime. O seu líder Kim Jong-Un, filho do histórico Kim Jong-Il, é tido como o Líder Supremo, tão louco por poder como por basquetebol – no país, joga-se de forma diferente, com regras criadas pelo próprio.

A sede de poder estende-se ao desejo de escrever a própria História do país onde, segundo os meios de comunicação, a Coreia do Norte ganhou o mundial de futebol de 2014 contra os anfitriões - a seleção brasileira - por 8-1.