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Morreu Benoît Violier, um dos melhores chefes do mundo

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THOMAS SAMSON / AFP / Getty Images

Três estrelas Michelin e a gestão do melhor restaurante do mundo traduziam-se numa forte pressão, que o chefe suíço considerava “necessária”

O mundo da cozinha está em choque: o chefe suíço Benoît Violier foi encontrado morto em casa, em Lausanne, na Suíça, num caso que as autoridades estão a investigar como um suicídio. Símbolo da gastronomia internacional, Violier dirigia o Restaurant de l'Hôtel de Ville em Crissier, que foi considerado em dezembro o melhor do mundo.

A morte do chefe, cujo currículo já contava com três estrelas Michelin, deu-se horas antes da cerimónia em que iria ser revelado o novo guia Michelin, em Paris, e em que Violier iria estar presente. O momento era de grande pressão, uma vez que este é um dos reconhecimentos máximos na área da gastronomia, podendo valer a um restaurante a fama mundial –mas também o esquecimento, já que a distinção também pode ser retirada.

De acordo com a imprensa internacional, a polícia suíça suspeita que Violier se tenha matado a tiro. No entanto, as autoridades já abriram uma investigação para perceber as circunstâncias da morte.

“A pressão é necessária”

Numa entrevista de 2014 concedida à televisão suíça RTS e citada pelo britânico “The Guardian”, o chefe, de 44 anos, admitia que a forte pressão que rodeava a sua profissão era “necessária”: “É a minha vida. Eu adormeço e acordo a pensar em cozinha”, confessava na altura.

O chefe passou a dirigir o restaurante suíço juntamente com a sua mulher em julho de 2015, depois da morte do seu mentor e até então responsável pelo estabelecimento, Phillipe Rochat. Quando o restaurante conquistou o título de melhor do mundo, em dezembro passado, Violier mostrou-se satisfeito: “É fabuloso, é fantástico para nós. Esta distinção vai estimular ainda mais a equipa”, disse, citado pelo “Público”.

Os chefes mais reconhecidos internacionalmente já reagiram à morte de Violier nas redes sociais. Marc Veyrat, também galardoado com três estrelas Michelin, diz sentir-se “órfão” com a sua morte. Já Pierre Gagnaire, igualmente três vezes detentor do reconhecimento, classifica a notícia como “terrivelmente triste”.