Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Dia “crucial” para Cameron, o reformista de serviço da União Europeia

  • 333

Donald Tusk (esquerda) fala com o primeiro-ministro David Cameron (direita) no início de uma cimeira da União Europeia, em Bruxelas.

YVES HERMAN / REUTERS

Depois de um domingo sem grandes avanços, o primeiro-ministro britânico retoma negociações com o presidente do Conselho Europeu para convocar referendo à permanência do Reino Unido no bloco

Joana Azevedo Viana

Este domingo foi um dia agridoce para David Cameron e Donald Tusk. Oficialmente, nem o primeiro-ministro britânico nem o presidente do Conselho Europeu deram qualquer sinal de terem alcançado um acordo sobre reformas da União Europeia (UE), embora fonte de Downing Street tenha garantido que houve um "avanço" importante no que toca às restrições de benefícios impostas a imigrantes — uma das exigências de Cameron para ceder nas suas intenções de levar a referendo a permanência do Reino Unido na UE.

Depois de um intenso dia de reuniões, Tusk declarou que as próximas 24 horas, leia-se esta segunda-feira, serão de "trabalho intensivo", numa altura em que o tempo começa a escassear para que seja alcançado um acordo de reformas para ser apresentado na cimeira europeia de 18 e 19 de fevereiro.

Em debate estão sobretudo quatro grandes áreas. À parte a imigração, que o Reino Unido (e outros países a par dele) querem mais regulada dentro da UE, Cameron está apostado em alcançar reformas ao nível da soberania nacional dos Estados-membros, da competitividade económica e mais proteção para países que não integram a zona euro. Dizem fontes do gabinete de Cameron que é este último ponto que mais tem gerado contenda entre Cameron e Tusk. Segundo a BBC, o governo britânico pretende referendar a permanência na UE ainda antes do final deste ano letivo.