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Adolescente alemã admite ter inventado história de violação por refugiados

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OLIVER BERG/ Getty Images

Jovem de 13 anos disse aos pais que tinha sido atacada por um grupo de refugiados. Caso abanou as relações entre Berlim e Moscovo

No meio da onda de indignação após os ataques em Colónia, uma adolescente - que desapareceu no passado dia 11 de janeiro - disse à polícia que tinha sido violada por refugiados em Marzahn, na capital alemã. Mas, afinal, a história não passa de uma mentira. Três dias depois, Lisa admitiu às autoridades que o seu relato não correspondia à verdade, escreve o “Guardian”.

Registos telefónicos demonstram que a jovem passou a noite com um amigo, tendo fantasiado a história. Entretanto, a mãe de Lisa disse à revista germânica “Der Spiegel” que a filha “agiu muito mal”, estando já a receber apoio psiquiátrico.

No dia 11 de janeiro, a adolescente de 13 anos, de nacionalidade russo-alemã, faltou à escola e foi dada como desaparecida por 30 horas. Quando apareceu, Lisa surgiu com ferimentos no rosto contando aos pais que tinha sido sequestrada e atacada por um grupo de refugiados que devia ser oriundo do Norte de África ou do Médio Oriente.

O caso - que fez tremer as relações entre Berlim e Moscovo - saltou para as redes sociais, com vários cidadãos a manifestarem a sua indignação com mais um caso de agressão sexual alegadamente levado a cabo por refugiados depois do ataque em massa ocorrido na noite da passagem de ano na estação principal de Colónia.

Alguns familiares foram entrevistados pela televisão estatal russa, alegando que o caso não estava a ser devidamente investigado pelas autoridades, enquanto o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse que as notícias sobre o desaparecimento da jovem foram escondidas durante muito tempo.

Uma comunidade russo-alemã organizou inclusivamente um protesto na altura, apoiado pelo grupo Bärgida, ligado ao movimento xenófobo “Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente” (PEGIDA). Também o partido nacional de extrema direita levou a cabo uma manifestação em Marzahn contra os ataques de refugiados.