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Índice de popularidade de Merkel atinge mínimo dos últimos 14 anos

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Guido Bergmann/Bundesregierung/ Getty Images

A principal razão apontada para este resultado da Chanceler é a sua politica de migração liberal. Já o AfD, partido que sugeriu que a polícia use armas de fogo para impedir os migrantes de entrarem no país, atingiu o seu valor máximo

O índice de popularidade da aliança conservadora CDU-CSU da chanceler alemã Angela Merkel atingiu o nível mais baixo desde julho de 2002 devido à oposição à sua política liberal de migração, de acordo com uma sondagem esta domingo divulgada.

Este é o índice de popularidade mais baixo em 14 anos, segundo a sondagem publicada no Bild am Sonntag, que adianta que a CDU de Merkel e o seu parceiro CSU recolheram 34% de opiniões favoráveis, uma queda de dois pontos.

O partido social-democrata, que integra a coligação esquerda-direita do Governo, recuou um ponto para 24%, segundo o inquérito realizado entre 21 e 27 de janeiro num universo de 1.638 pessoas.

No entanto, o partido populista AfD, que no sábado sugeriu que a polícia use "conforme o necessário" as armas de fogo para impedir os migrantes a entrarem na Alemanha, conseguiu um recorde de 12%, uma subida de dois pontos face a uma sondagem na semana passada.

"Precisamos de controlos eficazes", disse o presidente do partido, Frauke Petry, ao jornal regional Mannheimer Morgen, no sábado.

"Se necessário", acrescentou, as forças policiais na fronteira "deverão fazer uso da sua arma de fogo, que está consagrado na lei".

Criado sob uma plataforma anti-euro, em plena crise da dívida, o partido AfD (Alternativa para a Alemanha, em português) reorientou a sua mensagem política para a rejeição da imigração.

A Alemanha, que recebeu no ano passado 1,1 milhões de pedidos de asilo, tem vindo a levantar dúvidas sobre a sua capacidade de absorver todo o fluxo migratório.

Angela Merkel, no poder há dez anos, está sob pressão de uma parte da população que critica a sua política de acolhimento, que considera muito liberal, dos migrantes, nomeadamente depois de uma série de agressões sexuais na noite de Ano Novo em Colónia, atribuídas pela polícia a um grupo de homens originários do Magrebe e de outras regiões do mundo árabe.

O resultado destas sondagens é um mau augúrio para as eleições parlamentares regionais de 13 de março, sendo esperado campanhas anti-imigração da parte do AfD.

A linha de Merkel nesta área tem vindo a cair no país, onde 40% dos alemães, segundo uma sondagem da revista Focus, divulgada na sexta-feira, apontam que a chanceler deveria abandonar as funções devido à sua política de abertura aos refugiados, apesar de recentemente ter anunciado uma série de restrições à imigração.