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Zika. Obama “partilha preocupações” ao telefone com Dilma

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Dilma e Obama, em setembro, durante a reunião do G20 em São Petersburgo

JEWEL SAMAD/ Getty Images

O líder norte-americano e a sua homóloga brasileira falaram sobre a “a propagação do vírus no Ocidente”, bem como da importância em unir esforços para “acelerar os trabalhos” para desenvolver formas de controlar o Zika

O Presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou na sexta-feira à sua homóloga brasileira, Dilma Rousseff, para "partilhar preocupações" com a propagação rápida do vírus Zika, particularmente perigoso para as mulheres grávidas.

"O Presidente falou ao telefone com a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, para evocar as suas inquietações partilhadas perante a propagação do vírus Zika no Ocidente", indicou a Casa Branca, em comunicado.

"Os dois dirigentes estão de acordo sobre a importância dos esforços de colaboração para aprofundar o nosso conhecimento, sobre as pesquisas avançadas e uma aceleração dos trabalhos de desenvolvimento das melhores vacinas e outras tecnologias para controlar o vírus", acrescentou-se no texto.

A Organização Mundial de Saúde anunciou na quinta-feira uma reunião de urgência, em 1 de fevereiro, sobre o vírus Zika, que se propaga de "maneira explosiva" no continente americano, com três a quatro milhões de casos esperados para este ano. O Brasil é particularmente afetado.

A infeção transmite-se, como o chikungunya ou a dengue, por uma picada de mosquito e manifesta-se por sintomas gripais (febre, dor de cabeça, dores musculares) com erupções cutâneas.

Não existe antiviral contra o vírus. Apenas tratamento daqueles sintomas, que por vezes passam desapercebidos e são geralmente benignos.

Porém, apesar de benigna na aparência, a infeção é suspeita de causar graves malformações congénitas cerebrais ao feto nas mulheres grávidas infetadas, designadamente a microcefalia, que é um desenvolvimento insuficiente da caixa craniana.