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Zika: Perto de 20 mil pessoas infetadas, das quais mais de duas mil são grávidas

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LUIS ROBAYO/ Getty Images

A Organização Mundial de Saúde aponta para que o número de casos possa atingir os três a quatro milhões apenas no continente americano

A Colômbia anunciou este sábado que foram identificados 20.297 casos de pessoas infetadas com o vírus Zika no país, dos quais 2.116 são grávidas, uma doença que está associada a malformações congénitas nos fetos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) terá uma reunião de urgência, na segunda-feira, sobre o vírus, que é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infetados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, como a microcefalia, não se transmitindo de pessoa para pessoa.

Segundo a OMS, a doença está a propagar-se "de forma explosiva" pelo continente americano, com três a quatro milhões de casos esperados este ano, dos quais 1,5 milhões no Brasil, o país mais afetado.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) indicou que os sintomas e sinais clínicos da doença são, em regra, ligeiros: febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares.

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    Dilma Rousseff lembrou que o combate contra o mosquito Aedes aegypti não se trata apenas de uma tarefa governamental, mas sim de todos os cidadãos. Desde sexta-feira, estão nas ruas do Brasil 220 mil homens a limpar possíveis focos de zika

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    Caso mais recente foi identificado em Lisboa. Sintomas e sinais clínicos da doença incluem “febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares”. E “há suspeitas (ainda não inteiramente comprovadas) de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez”. OMS vai reunir de urgência na próxima segunda-feira

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    Crianças com cabeças demasiado pequenas, mães assustadas e médicos em choque. Foi em Pernambuco que a epidemia brasileira de vírus zika começou e os dois médicos que detetaram a ligação à malformação neurológica falam ao Expresso sobre a infeção que está a alarmar o mundo. “Eu tenho 44 anos de experiência médica e já vi muita coisa: poliomielite, cólera, o vírus da gripe (H1N1), surtos de difteria e de sarampo. Mas nunca tinha visto nada como agora e nem com estas consequências”, dizem. “No início, as mães ainda acreditam que a cabecinha do bebé vai crescer, que a criança irá ficar normal. E somos nós que temos de explicar que não será assim”

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    Apesar de Dilma ter ficado desagradada com o “alarmismo” do ministro da Saúde que disse que estão “perdendo feio a batalha”, foi anunciado um dia de mobilização nacional contra o mosquito que propaga o vírus zika. No Brasil já se confirmaram cerca de quatro mil situações de bebés nascidos com microcefalia, ou seja, com o perímetro cerebral inferior ao normal (32 centímetros), devido ao zika