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Internacional

Mais 16 mortes à fome na cidade sitiada de Madaya

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Uma série de camiões a caminho de Madaya carregados com comida, medicamentos e cobertores, a 11 de janeiro

LOUAI BESHARA/Getty Images

Segundo os números avançados pelos Médicos Sem Fronteiras, estão em “perigo de morte” 33 pessoas, mesmo depois dos comboios humanitários terem entrado na localidade, no começo de janeiro

Dezasseis pessoas morreram à fome em Madaya, cidade no oeste da Síria e sitiada por forças pró-Damasco, mesmo depois de os comboios humanitários terem entrado na localidade, em meados deste mês, denunciaram este sábado os Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A organização não-governamental estima que os casos de má nutrição atingiram 320 pessoas, estando 33 delas em "perigo de morte", lamentando que haja habitantes locais que continuam a morrer à fome.

Com mais estas mortes, o total de pessoas que morreram à fome desde dezembro de 2015 subiu para 46, calculou a MSF.

Localizada na província de Damasco, Madaya está cercada pelas tropas governamentais e o seu destino é um dos temas a abordar nas conversações de paz sobre a Síria que, após sucessivos adiamentos, começaram na sexta-feira em Genebra (Suíça).

Antes de quaisquer discussões, a oposição síria exige a implementação, no terreno, das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que preveem o levantamento dos cercos às cidades em poder dos rebeldes.

Madaya é uma das quatro cidades incluídas num raro acordo assinado em finais de 2015 e que prevê a suspensão dos combates, de forma a permitir a entrada de comboios humanitários com equipas médicas e alimentos às populações sitiadas.

Apesar do acordo, as Nações Unidas, bem como várias outras instituições de cariz humanitário, só conseguiram ter um acesso limitado a Madaya e Zabadani, cercadas pelas forças de Damasco, bem como as de Fuaa e Kafraya, sitiadas pela oposição.

As Nações Unidas estimam que cerca de 486.700 sírios vivem cercados nas quatro cidades sitiadas pelo Governo de Damasco, pelos rebeldes ou pelo grupo Estado Islâmico (EI).
A meio da semana, um alto funcionário da ONU afirmou que as autoridades sírias em Damasco apenas responderam a 25% dos pedidos de ajuda humanitária.