Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Imigração contribui para a criação de emprego na Alemanha

  • 333

JOHN MACDOUGALL/AFP/Getty Images

Segundo um estudo alemão, os imigrantes têm uma maior tendência para fundar empresas do que os alemães e, por consequência, criar novos postos de trabalho. Um em cada cinco empreendedores do país é de origem estrangeira ou não tem nacionalidade alemã

A imigração impulsiona a criação de emprego na Alemanha, devido ao espírito empreendedor dos imigrantes, segundo um estudo este sábado divulgado pelo banco de fomento público alemão KfW.

De acordo com o documento, os imigrantes têm uma maior tendência para fundar empresas do que os alemães e, por consequência, criar novos postos de trabalho. Um em cada cinco empreendedores do país é de origem estrangeira ou não tem nacionalidade alemã, indicaram os dados do KfW.

No último ano, a quota de fundadores de empresas entre os imigrantes estabelecidos na Alemanha situou-se nos 1,86%, enquanto no conjunto do país foi de 1,68%.

Uma das razões que explica esta predisposição para o empreendedorismo é, segundo o mesmo estudo, o facto de os imigrantes ou dos cidadãos estrangeiros terem maiores dificuldades em encontrar postos de trabalhos aliciantes, o que os leva a criar os seus próprios negócios.

“Com isso contribuem para a criação de emprego no país e para o surgimento de novas empresas”, destacou o responsável pelo estudo e especialista em questões económicas Jorg Zeuner, citado num comunicado do banco de fomento público alemão.

Um em cada quatro criou pelo menos um emprego adicional

Um em cada quatro imigrantes criou pelo menos um posto de trabalho adicional, de acordo com os dados correspondentes ao exercício de 2013/2014. Este indicador é superior à média nacional, uma vez que só 18% dos empreendedores do mercado alemão oferecem postos de trabalho no seu primeiro ano de atividade.

O documento elaborado pelo KfW precisou que dos 915.000 empreendedores registados em 2014, cerca de 179.000 eram imigrantes ou cidadãos estrangeiros e que o setor de atividade preferencial é o comércio.

O peso da imigração na demografia alemã é cada vez maior, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira pela agência federal de estatística alemã (Destatis). O número de habitantes do país subiu no ano passado para 81,9 milhões, dos quais cerca de 10% são cidadãos estrangeiros ou cidadãos com dupla nacionalidade.

Estes números representam um aumento de 900.000 habitantes em comparação com 2014 e refletem a vaga migratória que afeta a Europa, em particular a Alemanha, um dos destinos mais procurados pelos imigrantes.

Em 2015, a maior economia da Europa recebeu cerca de 1,1 milhões de requerentes de asilo.