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Infanta Cristina continua em julgamento por delitos fiscais

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Iñaki Urdangarin à saída do tribunal com a sua mulher infanta Cristina

GETTY

A filha de Juan Carlos I poderá ser condenada a oito anos de prisão pela sua participação na sociedade Aizoon, que terá sido usada para desviar fundos ilícitos. O marido tê-la-á incluído na sociedade, pensando que ninguém se iria meter com um membro da família real

Cristina de Borbón, filha de Juan Carlos I e irmã do rei Felipe VI, vai mesmo ser julgada por ter cooperado nos delitos fiscais cometidos no âmbito do caso Nóos, decidiu esta manhã o tribunal provincial de Baleares.

O tribunal considerou que a ação popular Mãos Limpas é suficiente para suster a acusação contra a infanta Cristina, que deverá voltar a sentar-se no banco dos réus a 9 de fevereiro. Esta decisão poderá, contudo, ainda ser alvo de recurso.

A acusação pede oito anos de prisão, alegando que a infanta cooperou com o marido Iñaki Urdangarin (que está a ser julgado), na fraude levada a cabo através da sociedade Aizoon, que era detida por ambos, em partes igualitárias.

A sociedade terá sido utilizada para desviar fundos obtidos ilicitamente pelo instituto Nóos, dirigido por Urdangarin. Segundo um notário que os assistiu, o marido pretendeu ficar a salvo envolvendo na operação a sociedade que detinha com a infanta, pensando que ninguém se iria meter com um membro da família real.

Inicialmente, o juiz pretendia que a a irmã do atual rei de Espanha fosse julgada também por tráfico de influências, por ter consentido a utilização do seu nome para a obtenção de um tratamento privilegiado, mas entretanto foi considerado não existirem “indícios suficientes” nesse sentido.

O julgamento conta com 18 acusados que irão ser inquiridos entre 9 e 26 de fevereiro. Cristina de Borbón será um dos últimos arguidos a serem escutados.