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Suécia vai expulsar até 80 mil pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados

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Jessica Gow/EPA

Governo de Estocolmo já deu indicações para que seja organizada a retirada das pessoas, de forma gradual e com recurso a voos aéreos especiais

A Suécia anunciou a intenção de expulsar entre 60.000 a 80.000 pessoas em vias de verem rejeitados os pedidos de asilo efetuados em 2015.

Segundo o ministro do Interior Anders Ygeman, o Governo já deu indicações à polícia e ao gabinete para as migrações para organizarem a retirada das pessoas de forma gradual, com recurso a voos aéreos especiais.

Caso sejam mesmo 80.000 as expulsões, o número corresponde a sensivelmente metade do total de pedidos de asilo recebidos pelo país no ano passado. Foram 163.000 - o número mais alto per capita na Europa. Dos 58.800 casos analisados, apenas 55% obtiveram resposta positiva.

Para o ministro sueco, a decisão implica um grande esforço para as autoridades e dado o número de voos necessários passará por envolver também a União Europeia. “Vamos precisar de mais recursos e de uma maior cooperação entre as autoridades”, sublinhou Anders Ygeman, em entrevista ao jornal “Dagens Industri”.

A Suécia alterou a sua política migratória no final de 2015, introduzindo controlos nas fronteiras e a inspeção de documentos de identificação.

A decisão agora anunciada acontece na mesma semana em que o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, prometeu reforçar os recursos policiais, na sequência da morte de uma jovem de 22 anos, funcionária num centro de refugiados para acolhimento de menores não acompanhados e assassinada no interior dessa residência.

Acontece também um dia depois de na Dinamarca o parlamento ter aprovado uma reforma da lei do asilo que prevê, entre outras medidas, o confisco de valores a migrantes.