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Barack Obama: “Somos todos judeus”

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KEVIN LAMARQUE / Reuters

Numa homenagem às vítimas do Holocausto, o Presidente norte-americano fala de uma crescente onda de intolerância religiosa e sublinha o laço “indestrutível” entre os EUA e Israel

“O antissemitismo está a aumentar”. A frase é de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, numa homenagem aos heróis do Holocausto, esta quarta-feira, em Washington.

Obama aproveitou a ocasião para alertar para o aumento do antissemitismo pelo mundo e afirmar que “um ataque a qualquer crença é um ataque a todas as crenças”. Os recentes momentos de discriminação nos EUA, bem como na Europa e Ásia, estavam no pensamento do líder norte-americano quando defendeu que “se um judeu é atacado, todos temos de responder como se fôssemos judeus”. "A responsabilidade existe e, como Presidente, farei dos Estados Unidos líder na luta contra o antissemitismo”, acrescentou.

Falando na cerimónia realizada na Embaixada israelita, as boas relações diplomáticas entre Estados Unidos e Israel foram também asseguradas no discurso. “O compromisso dos EUA com a segurança de Israel continua a ser, agora e sempre, inabalável”, garantiu Obama, no seguimento de algumas discordâncias públicas com o seu homólogo Netanyahu sobre temas como a construção de colonatos ou o acordo nuclear com o Irão.

Obama também declarou 27 de janeiro como o Dia Internacional de Lembrança do Holocausto, em memória da libertação do campo de Auschwitz, em 1945

Obama também declarou 27 de janeiro como o Dia Internacional de Lembrança do Holocausto, em memória da libertação do campo de Auschwitz, em 1945

KEVIN LAMARQUE / REUTERS

Foram homenageadas quatro pessoas que arriscaram as suas vidas para proteger judeus durante o Holocausto. “Eu faço muitos discursos, mas são raras as ocasiões em que me sinto tão humilde perante os atos de bravura que hoje assinalamos”, disse Obama, emocionado, na primeira vez que uma cerimónia do género ocorreu em solo americano.

Também estiveram presentes no evento o embaixador israelita no país e Steven Spielberg, realizador de “A Lista de Schindler”, mque também falou.

AUDE GUERRUCCI / EPA