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Zika chega à Dinamarca

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STRINGER/REUTERS

O turista, um jovem, tinha viajado para a América Central e do Sul e foi diagnosticado num hospital em Aarhus, no leste do país

Um turista dinamarquês regressado da América Latina foi diagnosticado com o vírus Zika, ligado a um aumento de casos de recém-nascidos com malformações no Brasil e noutros países da região, informou o hospital.

"Um turista dinamarquês que viajou para a América Central e do Sul foi diagnosticado, ao regressar, com o vírus Zika", afirmou o hospital universitário de Aarhus, no leste da Dinamarca, em comunicado, esta terça-feira à noite.

De acordo com o comunicado, o paciente é um jovem do sexo masculino e tinha dores de cabeça, febre e dores musculares. Contudo, os médicos autorizaram-no a ir para casa assim que ficou melhor. Segundo um especialista do hospital, há pouca probabilidade de propagação do vírus na Dinamarca, uma vez que mosquito portador não foi encontrado no país.

A Dinamarca não é o primeiro país europeu com turistas infetados com o Zika no regresso da América do Sul. De acordo com as autoridades de saúde, já tinham sido registados três casos idênticos no Reino Unido e dez na Holanda. Também há registo de casos na Itália, Espanha e Portugal. E nos Estados Unidos estão confirmados pelo menos três cidadãos infetados.

O vírus Zika, que ganhou o nome de uma floresta no Uganda, foi visto pela primeira vez em 1947. É transmitido através da picada do mosquito aedes aegypti, também responsável pela propagação do dengue e da febre amarela. Caso infete mulheres grávidas, o vírus pode afetar o bebé quando ainda se encontra dentro do útero e alterar o seu desenvolvimento cerebral. Até ao momento, ainda não há existe vacina ou tratamento para o combater.

[Notícia atualizada com mais elementos às 12h27]

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