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Cuba: EUA propõem cabo submarino para internet

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Com 11 milhões de habitantes, só 150 mil internautas navegam diariamente na rede em Cuba. Só existe um um cabo submarino e uma ligação por satélite

ERNESTO MASTRASCUSA/EPA

No quadro da normalização das relações entre os EUA e Cuba, as telecomunicações são uma prioridade para Washington. Embora sem resultados de vulto até agora

Mais de seis meses após o restabelecimento de relações diplomáticas com Havana, Washington insiste no reforço das telecomunicações da ilha, um dos países do mundo com acesso mais fraco e controlado em matéria da internet.

Poucos dias depois Federal Communications Commission (FCC), o poderoso regulador das telecomunicações nos EUA ter retirado Cuba da lista de países sujeitos a embargo, foi a vez do sub-secretário de Estado, Daniel Sepúlveda avançar com a proposta de um cabo submarino entre a Flórida e a ilha governada por Raul Castro.

Com 11 milhões de habitantes, Cuba tem desde 2011 apenas um cabo submarino de fibra ótica ligado à Venezuela e um acesso por satélite. Apenas cerca de 150.000 internautas navegam diariamente pela rede, de acordo com os dados da Etecsa, o monopólio cubano das telecomunicações.

“Estamos a começar a trabalhar, analisar e preparar um ambiente favorável para (instalar) um cabo submarino entre Miami e Havana. E já foram apresentadas diversas propostas ao governo cubano”, afirmou Daniel Sepúlveda, responsável pela política internacional de telecomunicações norte-americana.

Ritmo lento

Numa entrevista ao portal OnCuba, segunda-feira, Sepúlveda faz o balanço da sua segunda visita a Cuba. Desta vez acompanhado por Tom Wheeler, o presidente da FCC, entre outros responsáveis políticos e académicos. Apesar de não terem havido ainda grandes resultados na abertura das telecomunicações cubanas, ou pelo menos a um ritmo mais rápido quanto os norte-americanos desejariam, Sepúlveda destacou que “foram assinados dois, talvez três contratos importantes entre a Etcsa e empresas norte-americanas para que alguém que viaje dos EUA para Cuba possa continuar a comunicar”.

Sepúlveda destacou ainda a importância do cabo submarino a partir da Flórida em termos de segurança e de redundância. “A comunicações serão mais eficazes se vierem da Flórida do que da Venezuela. Para o responsável norte-americano, o mercado cubano que usa tecnologia de segunda geração poderá queimar etapas e passar a usar de raiz tecnologia de quarta ou quinta geração.

Uma hipótese tornada possível com a decisão da FCC, que permite às empresas norte-americanas venderem equipamentos pessoais, trabalharem em conjunto com o monopólio Etcsa, abrir delegações próprias na ilha ou contratar trabalhadores cubanos, entre outros.