Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Brasil destaca 220 mil militares para a luta contra o vírus que está a assustar as grávidas

  • 333

Equipas de desinfestação atuando no Sambódromo do Rio de Janeiro

MARECELO SAYAO/EPA

Apesar de Dilma ter ficado desagradada com o “alarmismo” do ministro da Saúde que disse que estão “perdendo feio a batalha”, foi anunciado um dia de mobilização nacional contra o mosquito que propaga o vírus zika. No Brasil já se confirmaram cerca de quatro mil situações de bebés nascidos com microcefalia, ou seja, com o perímetro cerebral inferior ao normal (32 centímetros), devido ao zika

Cerca de 220 mil militares vão fazer visitas “casa a casa”, distribuindo panfletos e dando indicações às populações sobre como se podem proteger do mosquito aedes aegypti. O processo arranca a 13 de fevereiro, que será o dia de mobilização nacional contra o vírus zika, segundo anunciou segunda-feira o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Além disso, as cerca de 400 mil grávidas inscritas no programa Bolsa Família vão receber repelentes. As medidas foram anunciadas após uma reunião no Palácio do Planalto, onde a presidente Dilma Rousseff mostrou-se irritada pelo “alarmismo” das declarações do seu ministro.

“Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha. (…) Se a sociedade brasileira não chamar a si esta responsabilidade neste momento grave de uma das crises maiores de saúde pública já vivida em qualquer tempo no Brasil, não seremos vitoriosos”, afirmou Castro.

Na sequência destas declarações, foi anunciado que as futuras comunicações sobre o problema da propagação do zika já não estarão mais “centralizadas” no ministro. No ano passado, 3.174 casos de microcefalia em recém-nascidos foram registados no Brasil, indicou ainda o ministro, precisando que os casos estão ligados ao vírus zika, contraído pela mãe.

A Organização Mundial de Saúde alertou esta terça-feira que o vírus Zika, transmitido por picada de mosquitos infetados e associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, vai continuar a espalhar-se pelo continente americano.