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Internacional

Alto Comissário da ONU diz que Europa pode receber mais refugiados

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O Alto Comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi (à esquerda), visita um campo de refugiados no Líbano

LUCIE PARSAGHIAN/EPA

Filippo Grandi, que iniciou funções este ano, visitou refugiados no Líbano e na Jordânia

O novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, afirmou durante uma visita ao Líbano, na sexta-feira, que os Estados-membros da União Europeia poderiam receber mais refugiados sírios se trabalhassem melhor uns com os outros.

Em declarações à BBC, o responsável pela agência da ONU para os refugiados - que sucedeu este ano ao português António Guterres - pediu ainda à UE que faça mais pelos refugiados sírios fora da Europa.

Esta semana o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, tinha declarado que “se a Europa não consegue proteger as suas próprias fronteiras, é o próprio conceito de Europa que pode estar em risco”. Na sexta-feira, o seu homólogo holandês, Mark Rutte, avisou “quando chegar a primavera e os números [de refugiados] quadriplicarem, não poderemos mais, nem nós nem a UE, lidar com estes números”.

Outros líderes da UE chamaram a atenção para a crise gerada pela entrada ilegal de mais de um milhão de migrantes e refugiados durante o ano passado.

O Alto Comissário Filippo Grandi - que visitou refugiados em campos do Líbano e da Jordânia - garantiu à BBC que a “Europa pode absorver mais verdadeiros refugiados se os seus Estados-membros forem capazes de se organizar melhor”.

A UE está a traçar um plano para redistribuir os refugiados de forma mais equilibrada pelos Estados-membros, tentando aprovar à pressa uma regra controversa que determina que aqueles peçam asilo no país de entrada na Europa.

Filippo Grandi pediu ainda à UE que “faça mais pelos países que atribuam o primeiro asilo” para que haja “menos vontade das pessoas” para seguirem viagem para outros países, como a Alemanha, por exemplo.

A Hungria, que tem sido uma das vozes mais críticas em relação às políticas migratórias, classificou esta crise como um “problema alemão”, uma vez que a Alemanha é o país para onde a maioria dos recém-chegados à Europa “gostariam de ir”.