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PSOE recua e diz que é o PP que deve formar governo

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PEDRO ARMESTRE/AFP/GETTY

Pressões e críticas marcam impasse político em Espanha. Líder do PSOE faz marcha atrás e insiste que cabe ao PP formar governo

Depois de Pedro Sánchez ter anunciado contactos com o Ciudadanos e o Podemos este fim de semana, o líder do PSOE recua. Num comunicado, a direção do PSOE afirma que cabe ao PP tentar formar governo e que será essa a mensagem transmitida por Sánchez no encontro que terá com o rei Felipe VI na próxima semana.

“O rei convocou uma nova ronda de consultas da qual deverá sair de novo uma pessoa com a tarefa de formar governo, uma pessoa proposta pelo partido com mais assentos na Câmara”, refere o comunicado, citado pelo “El País”.

O PSOE explica ainda que não vai prosseguir com as negociações esta semana “com outras forças políticas para tentar forjar uma alternativa de governo estável. Muito menos quando se apresentam como uma chantagem e colocando os interesses do partido à frente dos interesses dos cidadãos”.

O partido liderado por Pedro Sánchez manifestou-se assim insatisfeito com as declarações do secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, que disse esperar ser vice-primeiro ministro de um governo liderado pelo PSOE.

Apesar das negociações serem interrompidas esta semana, Pedro Sánchez sublinha que continuará em contacto com os outros partidos para obter um balanço sobre a situação política.

Esta manhã, o líder do PSOE chegou a dialogar com o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, que sustentou que “os [interesses dos] espanhóis têm de estar à frente dos [interesses dos] partidos”.

Rajoy invoca “dignidade”

Por seu turno, Mariano Rajoy defendeu este sábado, em Córdoba, que o país precisa de um chefe de Governo com “dignidade”, que na sua opinião é a última qualidade que um governante pode perder.

“Espanha necessita de um presidente [do governo] com dignidade, não um hipotecado e humilhado”, declarou o líder do PP.

Mariano Rajoy explicou esta sexta-feira ao rei Felipe VI que está indisponível para formar Governo, uma vez que não conta com o apoio de uma maioria parlamentar e que é essencial “respeitar a decisão dos eleitores”.

“Os espanhóis disseram no passado dia 20 de dezembro nas urnas, que ninguém pode governar sozinho. Falem e entendam-se, e se têm um problema resolvam-no, que é para isso que se dedicam à política”, concluiu.

No Fórum Económico Mundial, em Davos, o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos disse, por seu turno, que não são expectáveis grandes oscilações nos mercados, face ao impasse político no país.

No entanto, o governante alertou que a situação poderá alterar-se “caso seja formado um Governo instável, que reverta as reformas adotadas nos último anos”.