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Líderes do PSOE e Podemos procuram aliança para governar

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JAVIER SORIANO/AFP/GETTY

Pedro Sánchez e Pablo Iglesias retomam o diálogo. Negociações devem começar este fim de semana, com vista à formação de um governo de coligação

Com a recusa do presidente do Partido Popular (PP) espanhol, Mariano Rajoy, para formar Governo, abrem-se as portas para uma nova solução governativa. Este fim-de-semana, os líderes do PSOE e do Podemos devem começar o diálogo com vista a uma aliança que permita um Executivo estável. Pedro Sánchez e Pablo Iglesias vão discutir a hipótese de um governo de coligação, liderado pelo dirigente socialista.

“Os eleitores não entenderiam que o líder do Podemos e eu não chegássemos a um acordo. O entendimento materializa-se primeiro com políticas e depois formando Governo ”, afirmou o secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, citado pelo jornal “El País”.

Esta foi uma mudança de posição por parte do líder do PSOE - na sequência da indisponibilidade manifestada por Mariano Rajoy ao rei para formar governo, - após um interregno nas negociações entre os dois partidos.

Segundo o jornal “El Mundo”, foi logo após a conferência de imprensa de Pablo Iglesias, que o líder do Podemos enviou uma mensagem a Pedro Sánchez no Whatsapp, a dizer que ambos teriam que discutir a sua proposta de Governo. O secretário-geral do PSOE concordou com a necessidade de diálogo, realçando que é vital respeitar os “procedimentos e os prazos.”

“Apresentámos uma proposta de Governo séria e Rajoy deu agora um passo atrás. A mudança é possível. Espero que o PSOE esteja à altura”, escreveu Pablo Iglesias na sua conta no Twitter.

O líder do Podemos congratulou-se com o facto de Mariano Rajoy ter dado um passo atrás, sublinhando que foi uma conquista do seu partido e dos outros partidos à esquerda.

“Governo progressista e de mudança”

O líder do Podemos sustentou ainda que o país precisa de ser objeto de profundas transformações, que só podem ser conseguidas através de consensos à esquerda. Entre as prioridades, Iglesias disse que é vital promover a recuperação económica e devolver o Estado Social “destruído pelo PP”.

Pedro Sánchez defendeu, por sua vez, que perante a renúncia de Rajoy cabe ao PSOE formar um “Governo progressista e de mudança”.

Esta sexta-feira, Mariano Rajoy explicou ao rei Felipe VI que está indisponível para formar Governo, uma vez que não conta com o apoio de uma maioria parlamentar. “Não renunciei à minha eleição, só que agora não tenho os votos necessários”, justificou.

Uma nova ronda de contactos entre os partidos e o monarca espanhol terá lugar já na próxima semana.