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Chefe do Pentágono acusa parceiros da coligação contra o Estado Islâmico

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Alex Wong / Getty Images

Ash Carter diz que há membros da coligação contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) que “não fazem nada”

O secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter, defendeu que é preciso equilibrar mais os esforços no seio da coligação liderada pelos EUA que combate o Daesh no Iraque e na Síria.

O chefe do Pentágono acusou vários membros da coligação de não estarem a fazer “nada” para ajudar a destruir os jiadistas, prejudicando a operação antiterrorista.

“Muitos deles não estão a fazer o suficiente, ou não estão fazer nada”, disse Ashton Carter em entrevista à CNBC, à margem do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

O responsável garantiu que os Estados Unidos estão a cumprir os objetivos da missão, salientando contudo que é vital uma maior cooperação.

“Nós podemos fazer muita coisa zozinhos, mas estamos à procura que os outros parceiros façam a sua parte”, acrescentou.

Em dezembro foi Moscovo que acusou Washington de prejudicaro combate ao terrorismo, alegando que o os EUA impõem as suas condições aos outros países da coligação.

“Há uma arrogância da parte da coligação dirigida pelos EUA, que dizem saber onde estão os terroristas na Síria e que se pode bombardear sem pedir autorização ao Governo”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov em entrevista ao canal de televisão 'Zvez.

Para o governante, o fator que não ajuda no processo “é a ideia de exclusividade que os norte-americanos têm de si próprios. Lutam contra o terrorismo de uma forma que só eles decidem, e sentem-se capazes de convencer todos os outros”, concluiu.