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Neo, o robô que quer ensinar alemão aos meninos refugiados

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Neo tem 60 centímetros e reconhece os gestos e movimentos das crianças. O objetivo é pô-lo a ensinar gramática e sintaxe alemã aos meninos refugiados com menos de cinco anos

Até agora, os meninos que chegaram e continuam a chegar à Alemanha como refugiados foram integrados em turmas especiais para aprenderem a língua oficial do país. No entanto, num prazo de três anos o professor de alemão poderá ser substituído por Neo, um robô de apenas 60 centímetros que fala, ouve, vê e anda sozinho.

A hipótese poderá tornar-se realidade nos próximos tempos graças ao trabalho que uma equipa de investigação da Universidade de Bielefeld está a desenvolver, com o objetivo de facilitar a integração das crianças que se refugiam naquele país, relata o diário espanhol "El País". Os investigadores estão a criar um pequeno androide capaz de ensinar alemão a meninos em idade de frequentar o jardim de infância.

A iniciativa é particularmente importante tendo em conta as estatísticas que indicam que um em cada três meninos com menos de cinco anos a viver na Alemanha é migrantes.

O professor Stefan Kopp, que dirige a equipa de investigação, falou ao "El País" para fazer um ponto de situação do projeto. "O Neo consegue mexer-se e ver, de momento. A nossa tarefa é fazer com que ele consiga comunicar e também que ele consiga perceber a forma de pensar de uma criança", explica.

Esta é a primeira de três fases, durante as quais o robô vai ser testado. Atualmente, o Neo está a ser levado a jardins de infância para perceber se consegue reagir aos movimentos e gestos das crianças, e se tudo correr bem os investigadores começarão a tentar fazê-lo perceber sintaxe, gramática e até construção frásica, e forma a poder comunicar com as crianças que deverá ensinar.

Funções do Neo podem ser alargadas

Embora o Neo tenha sido pensado para ensinar os muitos meninos migrantes que chegam à Alemanha sem saber uma palavra da nova lígua, a intenção da equipa liderada por Kopp é que possa ser uma ferramenta útil também para que as crianças alemãs aprendam outras línguas.

A ideia está a ser financiada pela União Europeia, que contribuiu para o projeto com três milhões de euros, e apoiada por universidades no Reino Unido, Holanda, Bélgica e Turquia.