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Mediterrâneo. 45 mortos em três naufrágios

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Os guardas costeiros gregos e turcos recuperaram esta sexta-feira os corpos de 45 migrantes, dos quais eram 20 crianças, cujos barcos se afundaram quando se dirigiam para a Grécia

O naufrágio de três embarcações ocorrido esta sexta-feira durante a travessia da Turquia para a Grécia provocou a morte de 45 pessoas, com as autoridades turcas a prometerem que vão "fazer tudo" para parar o fluxo de refugiados.

Apesar das más condições meteorológicas, milhares de pessoas que fogem da guerra e miséria continuam a aventurar-se na perigosa jornada marítima para procurar uma vida melhor na Europa.

Esta sexta-feira, os guardas costeiros gregos e turcos recuperaram os corpos de 45 migrantes, dos quais eram 20 crianças, cujos barcos se afundaram quando se dirigiam para a Grécia, informaram fontes oficiais.

Os gregos retiraram 74 pessoas da água colocando-as em segurança, depois de dois barcos se terem confrontado com problemas, nas primeiras horas do dia, nas proximidades das ilhas gregas de Farmakonisi e Kalolimnos.

Muitos dos sobreviventes estão "em estado de choque", uma vez que "havia famílias a bordo, mas em alguns casos apenas o pai sobreviveu", especificou à AFP um dirigente do Alto-Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Marco Procaccini.

Os Médicos Sem Fronteiras, que estão a dar apoio psicológico aos sobreviventes do naufrágio em Kalolimnos, descreveram o horror em mensagem distribuída na rede social Twitter: "Um homem perdeu a mulher grávida e os dois filhos, um rapaz de 17 anos perdeu o irmão, uma família inteira foi engolida pelo mar".

Num terceiro incidente, os guardas costeiros turcos recuperaram os corpos de três crianças, depois de um terceiro barco se ter afundado próximo da instância turística turca de Didim, informou a agência noticiosa Dogan.

O ACNUR avançou que os traficantes de pessoas estavam a oferecer desconto aos refugiados e migrantes para os atrair: "Os recém-chegados disseram ao ACNUR que as taxas de tráfico caíram para metade nos últimos dias. Este desconto serve para levar as pessoas a assumirem riscos extraordinários, dada a deterioração das condições meteorológicas", adiantou a agência.

Estatísticas da ONU revelam que desde o dia 1 de janeiro já morreram afogadas ou desapareceram na travessia do Mediterrâneo 149 pessoas.

"Estas mortes realçam tanto a crueldade como a futilidade do coro crescente que exige maiores restrições ao acesso dos refugiados à Europa", afirmou o diretor da Amnistia Internacional para a Europa e a Ásia Central, John Dalhuisen.