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Lagarde recandidata-se para segundo mandato no FMI

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MARIANA BAZO/REUTERS

Líder do Fundo Monetário Internacional conta com vários apoios para continuar à frente do organismo. Recondução no cargo poderá ser confirmada no início de março

É oficial. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou esta sexta-feira que irá recandidatar-se para um segundo mandato à frente do organismo.

“Sim, estou na corrida para um segundo mandato. Tenho tido a honra de receber apoio desde que foi aberto o processo”, disse Lagarde, em entrevista à TV France 2.

EUA, França, Alemanha e Reino Unido estão entre as potências que já manifestaram apoio a Christine Lagarde.

“Penso que ela fez um excelente trabalho e espero poder continuar a trabalhar com ela. Tenho uma relação muito estreita com Christine Lagarde e tenho a maior estima por ela”, afirmou Jack Lew, o secretário do Tesouro norte-americano, em entrevista à CNBC.

Também o francês Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos, congratulou-se com a recandidatura de Lagarde, defendendo que mostrou ser, durante estes cinco anos, uma “excelente diretora-geral do FMI, que fez o seu trabalho com muita eficácia e credibilidade”.

O ministro britânico das Finanças, George Osborne, escreveu no Twitter que estava “encantado com o facto de nomeá-la” para um segundo mandato. “É uma líder excepcional com a visão e perspicácia para dirigir a economia global nos próximos anos”, sublinhou.

Do mesmo modo, o ministro das Finanças alemão, Wolfang Shäuble, manifestou-se satisfeito com a possibilidade de Christine Lagarde continuar à frente do FMI. “Lagarde tem provado ser uma gestora de crises de longo alcance e de sucesso em tempos difíceis e que contribuiu de forma essencial para a boa reputação do FMI”, realçou.

Lagarde poderá ter adversários na corrida

Desconhece-se ainda se Lagarde terá ou não adversário na corrida. O seu mandato termina no próximo mês de julho. Neste momento, está prestes a ser aberto o processo de candidaturas - a partir de 10 de fevereiro -, devendo ser anunciado o novo líder a 3 de março.

Recorde-se que Christine Lagarde está envolvida no caso de fraude que envolvia o empresário Bernard Tapie, amigo do ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, e o banco Crédit Lyonnais. A líder do FMI foi acusada de negligência no caso. A sucessora de Dominique Strauss-Kahn - que na altura era ministra da Economia de França - garante que agiu em “conformidade com a lei” e recorreu da decisão judicial.