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“O homem do gelo”: foi dado como morto, mas sobreviveu sem sequelas

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Quase um ano depois de um acidente grave, Justin Smith - que foi encontrado insconsciente na neve -, fez questão de ir agradecer pessoalmente aos médicos que o salvaram

Foi quase um milagre para os médicos. Justin Smith preferiu ir a pé para casa, tal como fazia sempre quando regressava de um bar em Tresckow, no estado norte-americano da Pensilvânia. Era um trajeto pequeno. Estava a caminhar tranquilamente na neve quando de repente cai inanimado no chão.

Na manhã seguinte, o pai encontrou-o e pediu socorro. A equipa de emergência deslocou-se de imediato ao local, tendo encontrado o jovem de 26 anos insconsciente e numa situação de hipotermia grave. Os paramédicos davam-no como morto.

“Não me podes deixar, não me podes deixar”, gritava o pai Don Smith.

O estudante foi levado para o hospital de Lehigh Valley e graças a uma técnica usada para pacientes com o sistema cardiorrespiratório em risco na sequência de gripe ou enfarte, os médicos conseguiram salvá-lo.

Segundo a BBC, esse procedimento é responsável pela remoção do sangue do paciente, aquecendo-o, oxigenando-o e transportando-o de volta até ao corpo. Ainda esteve em coma, ligado a máquinas, mas após vários meses em recuperação, Justin Smith teve alta médica. Perdeu dois dedos do pé e da mão, mas não apresenta qualquer sequela a nível neurológico.

Esta semana, quase um ano depois do acidente, o jovem - que é chamado agora pelos amigos de “o homem do gelo” - fez questão de ir agradecer pessoalmente aos médicos que o salvaram no hospital. “É maravilhoso. Nunca tinha ouvido falar desta técnica. Estou muito agradecido a todos”, disse Justin Smith.