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Internacional

Brasil. Surto do vírus zika faz disparar casos de bebés com microcefalia

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O Governo brasileiro vai disponibilizar fundos para desenvolver uma vacina contra o Zika

REUTERS

Aumento dos casos está relacionado com o vírus Zika, transmitido pela picada do mosquito que também é responsável pela propagação de dengue e febre amarela. Desde outubro, já morreram pelo menos cinco bebés que nasceram com crânios anormalmente pequenos. Gravidas aconselhadas a não visitarem o Brasil e outros países vizinhos da América Latina

São cada vez mais os bebés que nascem com microcefalia no Brasil depois de as mães terem sido infetadas com o vírus Zika quando estavam grávidas. As autoridades brasileiras revelaram esta quarta-feira que desde outubro já foram registados 3893 casos de bebés com esta anomalia, um aumento impressionante em relação aos 3530 que se registavam na semana passada e aos 150 que normalmente se registam por ano, explica o jornal “Globo”.

O Zika é transmitido através da picada do mosquito aedes aegypti, que também é responsável pela propagação de dengue e febre amarela. No entanto, ao contrário destes vírus, o Zika consegue atravessar a placenta e acaba por afetar o bebé quando ainda se encontra dentro do útero e alterar o seu desenvolvimento cerebral.

O Brasil atravessa desde maio o maior surto de Zika de que há registo. De acordo com o Ministério da Saúde, desde outubro já morreram cinco bebés devido a complicações decorrentes da microcefalia e decorrem investigações para determinar se outras 44 mortes estarão relacionadas com o vírus.

Na semana passada, o ministro da Saúde brasileiro Marcelo Castro anunciou que está a ser desenvolvido um teste que servirá para detetar em simultâneo os três vírus causados pela picada deste mosquito.

Quando falava dos planos para desenvolver uma vacina contra o Zika em “tempo recorde”, que será administrada a mulheres em período fértil, o ministro acabou por cometer uma gafe que gerou polémica no Brasil: “Vamos torcer para que as pessoas antes de entrarem no período fértil peguem a Zika, para ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí, não precisa da vacina”, cita o “Globo”.

América Latina em alerta

Mas o Brasil não está sozinho nesta luta contra o vírus. A Colômbia é o segundo país da América Latina mais afetado, com 13500 casos, e na Bolívia estão a aparecer os primeiros casos de grávidas infetadas pelo Zika.

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos declarou na semana passada que as grávidas devem evitar visitar não só Brasil mas também Colômbia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Venezuela, Porto Rico e Suriname.