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Sarah Palin declara apoio a Trump. “Ele vai dar cabo do Estado Islâmico”

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Palin juntou-se a Trump esta terça-feira, num comício no Iowa

MARK KAUZLARICH

A polémica ex-governadora do Alasca apareceu num comício de Donald Trump no Iowa para apoiar o candidato. Pediu “aleluias” ao público e prometeu que com “o mestre dos acordos” a América vai “deixar de se acobardar”

“Ele está na posição ideal para fazer da América um país grande de novo. Estão prontos para isso? Chega de cobardia. As nossas tropas merecem o melhor e vocês merecem o melhor”. As palavras são de Sarah Palin, a polémica antiga governadora do Alasca e candidata à vice-presidência dos Estados Unidos em 2008, e referem-se a Donald Trump, a quem declarou o seu apoio esta terça-feira, num comício no Iowa.

Antes de Palin subir ao palco, o candidato à nomeação republicana fez questão de deixar rasgados elogios à colega de partido: “É uma pessoa que conheço e respeito há muito, que tem um marido e uma família incríveis. Não fazem ideia do quão honrado me senti quando soube que ela me iria apoiar. Uma pessoa muito especial”.

A antiga governadora do Alasca, que agora se dedica ao comentário político e à produção televisiva, retribuiu, tocando nalguns pontos-chaves da campanha de Trump. Prometendo que com o candidato a América pode “dar cabo do ISIS” (acrónimo árabe do autoproclamado Estado Islâmico), Palin reforçou que se Trump for eleito dará mais apoio às tropas norte-americanas e não se vai “acobardar”.

Defendendo o candidato das críticas que dizem que não é conservador o suficiente para o Partido Republicano, dado que nem sempre Trump se declarou contra a despenalização do aborto, Palin decidiu atacar o seio do partido: “Oh meu Deus. O que raio sabe o aparelho sobre conservadorismo? Quem são eles para dizer-nos que não somos suficientemente conservadores? Poupem-me”.

O argumento de Palin chegou depois de ter focado boa parte do seu discurso nas vantagens de apoiar um candidato supostamente antissistema, uma vez que Trump “trabalhou sempre no setor privado” e que “o status quo e o politicamente correto têm de acabar”. Falando do empresário e estrela de reality shows, a antiga governadora do Alasca sublinhou ainda que Trump será, por isso, “o mestre dos acordos”, uma vez que “não deve nada a ninguém, só ao povo”.

Um apoio agridoce?

O apoio de Palin ganha especial relevância numa altura em que faltam dias para o início do caucus do Iowa, evento em que os militantes republicanos daquele estado-chave demonstrarão apoio a um dos candidatos. No entanto, cientistas políticos citados pela imprensa norte-americana mostram dúvidas sobre se o apoio de Palin a Trump se revelerá benéfico.

A antiga candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, que em 2012 apoiou a candidatura ao Senado daquele que é neste momento o maior rival de Trump para a nomeação republicana, o senador Ted Cruz, vai ainda juntar-se a Trump em dois eventos marcados para esta quarta-feira no Oklahoma.