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Em 2050, os oceanos poderão ter mais plástico do que peixe

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O alerta é dado por um relatório da Fundação Ellen MacArthur divulgado pelo Fórum Económico Mundial

Carlos Jasso / Reuters

Relatório da Fundação Ellen MacArthur não é animador: por ano, oito milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos. E a tendência é para piorar

É uma previsão preocupante. Em 2050, a quantidade de lixo nos oceanos poderá superar a quantidade de peixes, assegura um relatório produzido pela Fundação EllenMacArthur e divulgado pelo Fórum Económico Mundial nesta terça-feira.

Por ano, oito milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos — é como se, a cada minuto, um camião do lixo deitasse toda a sua carga no oceano, explica o relatório. No entanto, a tendência é para piorar: em 2030, esse número terá crescido para o equivalente a dois camiões do lixo por minuto, e quatro em 2050.

O relatório identifica a causa do problema: os sistemas de filtragem falham na recolha de 32% dos plásticos, que acabam por ir parar aos oceanos e aos restantes ecossistemas naturais.

Empresas devem reutilizar embalagens

O relatório adianta também que a esmagadora maioria do plástico produzido — 95% — é deitado ao lixo logo após a primeira utilização, o que faz disparar a quantidade de plástico desperdiçado.

Um quarto do plástico que vai parar aos oceanos é utilizado em embalagens. Por isso, a proposta da Fundação Ellen MacArthur assenta precisamente em aumentar a importância da reciclagem e obrigar as empresas que vendem produtos envoltos em plástico a reutilizar o material. O estudo conclui que apenas 14% das embalagens feitas de plástico são recicladas.