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Internacional

Tensão na ruas de Port-au-Prince a seis dias das eleições

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Manifestantes pediram o adiamento das eleições do próximo domingo na capital do Haiti

Bahare Khodabande/EPA

O Haiti vive um clima tenso a poucos dias da segunda volta das presidenciais. Manifestantes provocaram desacatos nas ruas da capital em protesto contra alegadas irregularidades no processo eleitoral

Manifestantes pediram, esta segunda-feira, nas ruas de Port-au-Prince a suspensão da segunda volta das presidenciais no Haiti por alegadas irregularidades no processo eleitoral.

Os protestos ficaram marcados por desacatos no coração da capital. Houve carros incendiados, pedras atiradas e uma estação de serviço atacada.

Os manifestantes exigem a constituição imediata de um governo interino e apelam ao adiamento das eleições presidenciais para fevereiro, altura em que o atual Presidente Michel Mertelly deixará o cargo.

Várias assembleias de voto foram incendiadas a poucos dias da realização das eleições que terão lugar este domingo e são apoiadas por doadores internacionais.

As tensões aumentaram quando o candidato da oposição Jude Celestin ameaçou retirar-se da corrida na semana passada. “Estamos a caminhar para uma seleção e não para uma eleição”, afirmou à “Associated Press” no sábado, acusando os responsáveis pelo ato eleitoral de favorecimento do partido no poder.

Acusações de manipulação e violência

Celestin ficou em segundo lugar na primeira volta das presidenciais, em outubro passado, tendo sido batido pelo exportador de bananas Jovenel Moise, candidato apoiado pelo partido que governa o país.

A maior parte dos 54 candidatos acusou o Governo de ter manipulado os resultados, apesar dos observadores internacionais terem considerado que a votação de outubro decorreu sem problemas de maior.

A comissão eleitoral condenou os atos de violência contra as assembleias de voto e garantiu que o ato eleitoral vai mesmo realizar-se no próximo domingo.